Ivanir Aguiar de Oliveira tinha 85 anos e foi vítima da Covid-19
 
Foi aprovada durante a sessão legislativa desta terça-feira, 20, da Câmara Municipal de Vilhena, proposta da vereadora Clérida Alves (Avante), que homenageia o jornalista e escritor Ivanir Aguiar de Oliveira. Conforme a proposta, agora a rua 102-22 no bairro Cidade Verde e que se estende pelo Setor 53, passará a ser denominada rua Comendador Ivanir Aguiar de Oliveira.
 
Ivanir Aguiar faleceu no mês de fevereiro deste ano, na UTI do Hospital Regional de Vilhena. Ele foi vítima da Covid-19.
 
A proposta de denominação da rua foi aprovada pelos vereadores por unanimidade. A viúva de Ivanir, professora Marizete Rover, e o filho dele, Paulo Aguiar de Oliveira, acompanharam a sessão. Quebrando o protocolo, o presidente da Câmara, vereador Samir Ali (Podemos), convidou a professora Marizete a fazer uso da palavra.
 
Marizete agradeceu pela homenagem ao esposo falecido. Lembrou que ele era jornalista e, se dirigindo à vereadora, e também professora Vivian Repessold (PP), que havia abordado em sua fala o episódio do protesto contra o FOLHA DO SUL OLINE por manifestantes que não aceitam os resultados das urnas, disse: “Ele, vivo, independente da idade, estaria nessa defesa também. Ivanir sempre foi defensor da verdade, da democracia, dos direitos, e sempre respeitou o papel que a imprensa deve fazer”.
 
Na sequência de sua fala, a professora se referiu assim ao esposo homenageado: “Foi escritor, foi pai de família, foi um companheiro, mas que a vida hoje nos separa. Eu acredito que ele deixou o seu legado. Então eu venho aqui em meu nome, em nome do Paulinho e de toda a nossa família agradecer imensamente essa homenagem”, concluiu.      
  
SOBRE O HOMENAGEADO
Chegou em Vilhena no ano de 1979 para assessorar o então prefeito Coronel Arnaldo Martins. Também foi secretário na gestão de Vitório Abraão, primeiro refeito eleito de Vilhena.
 
O jornalista foi o fundador do Jornal Gazeta de Notícias e da revista Sete Dias da Amazônia.
 
O escritor foi membro da Academia Vilhenense de Letras e ocupou a Cadeira Número 12, que tem como Patrono Manoel Bandeira.