Os gastos da Câmara de Vilhena publicados no Portal da Transparência continuam inacessíveis para alguns internautas. Na semana passada, quando veículos de comunicação da cidade começaram a divulgar os números, o endereço simplesmente desapareceu do site do Parlamento, e hoje a página exibe uma mensagem na qual diz que o portal está em manutenção. Em determinados computadores, no entanto, é possível conferir o conteúdo. Em outros, a navegação trava.
Antes do problema, no entanto, FOLHA DO SUL ON LINE foi conferir o gasto com o pessoal da Casa e constatou que, incluindo os próprios vereadores, a folha de pagamentos ultrapassa R$ 300 mil por mês. Em valores brutos, os vencimentos dos vereadores que não fazem parte da Mesa Diretora são de R$ 8 mil. Os outros, que integram a cúpula do Legislativo ganham R$ 11 mil. Já o presidente, Vanderlei Graebin (PSC) embolsa R$ 12 mil.
Pelo Portal da Transparência, é possível constatar que, no mês de janeiro, os vereadores José Garcia (DEM) e Carmozino Taxista (PSDC), que não fazem parte da mesa, ao invés dos R$ 8 mil de salários, ganharam R$ 11 mil. De acordo com o Departamento Financeiro da CMV, o valor a mais resultou de um erro de lançamento, mas o desconto equivalente foi feito no mês seguinte. Realmente, o que foi pago a mais aos dois veio abatido no segundo contracheque do ano.
A ferramenta digital permite observar que a Câmara de Vilhena emprega mais de 120 pessoas, contando os próprios edis. A maioria dos que integram o quadro de pessoal, no entanto, ocupa cargos de confiança, nos quais não se exige aprovação em concurso.