A candidata ao Senado Federal pelo PT, Luciana Oliveira, levou ao programa eleitoral a cobrança de pedágio na BR-364 e defendeu uma atuação mais firme da bancada federal de Rondônia para buscar a revisão das tarifas aplicadas na principal rodovia do estado.


Na peça, Luciana separa dois pontos da discussão. De um lado, destaca as obras realizadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao longo da BR-364. De outro, reconhece diretamente a insatisfação provocada pelo preço do pedágio.


“A BR-364 tem obras do governo Lula pra todo lado. Mas ninguém tá feliz com o pedágio. A tarifa é muito alta. Vamos falar a verdade?”, afirma a candidata no início do programa.


A partir daí, Luciana aborda o processo de concessão da rodovia e sustenta que a discussão começou ainda durante o governo de Jair Bolsonaro e se prolongou durante anos antes da realização do leilão. A crítica apresentada pela candidata é direcionada principalmente à atuação dos representantes políticos de Rondônia durante esse período.


Segundo ela, a reação mais intensa de parte da bancada ocorreu somente quando a concessão já estava em estágio avançado.


“Essa concessão começou lá no governo Bolsonaro, passou anos sendo discutida e, quando o leilão já estava na porta, na véspera apareceu um monte de parlamentar fazendo barulho. Tarde demais pra espernear”, diz Luciana.


O programa transforma essa cronologia em um dos principais argumentos políticos da candidata. Na avaliação apresentada por Luciana, manifestações realizadas apenas na reta final do processo não foram suficientes para evitar que a população recebesse a cobrança nas condições atualmente criticadas.


“A ação virou retórica de campanha. A conta da omissão ficou para o povo”, afirma.


A BR-364 ocupa papel central no deslocamento de pessoas, mercadorias e da produção de Rondônia. Por isso, Luciana defende que a discussão sobre a concessão não seja limitada à crítica depois da implantação da cobrança, mas seja acompanhada por uma atuação parlamentar voltada a modificar aquilo que considera prejudicial à população.


No programa, a candidata afirma que a próxima bancada federal deve assumir responsabilidade direta sobre essa discussão e trabalhar pela revisão dos valores cobrados.


“Agora, precisamos de uma bancada federal que aja com firmeza para garantir a revisão dessa tarifa”, declara.


A abordagem segue a linha adotada pela candidata ao tratar do papel de deputados federais e senadores ao longo da campanha. Para Luciana, a representação de Rondônia em Brasília deve ser avaliada não apenas pelas manifestações públicas depois que uma decisão já foi tomada, mas pela capacidade de acompanhar os processos enquanto ainda existe espaço para interferência política e institucional.


Ao relacionar o pedágio à eleição, Luciana também faz uma cobrança direta ao eleitor para que observe o histórico de atuação dos candidatos e representantes públicos.


“Seu voto é um voto de confiança. Não vai pagar pedágio para quem nada fez e nada fará para realmente tirar esse problema do nosso caminho”, afirma.


A crítica ao valor das tarifas aparece, portanto, acompanhada de uma defesa de mudança de postura da representação federal. Luciana sustenta que o Congresso deve ser utilizado como espaço de articulação para defender os interesses de Rondônia antes que decisões com impacto direto sobre a população estejam consolidadas.


A candidata também procura diferenciar, no programa, os investimentos federais realizados na rodovia da questão específica da concessão. Ao abrir a peça destacando obras do governo Lula na BR-364 e, logo depois, reconhecer a insatisfação com o pedágio, Luciana apresenta a posição de que a existência de investimentos públicos na infraestrutura não elimina a necessidade de questionar o modelo e o valor das tarifas.


O tema da BR-364 vem sendo utilizado pela candidata para defender uma representação parlamentar que acompanhe de forma permanente decisões relacionadas à infraestrutura do estado. Na visão apresentada na propaganda eleitoral, a tarefa da bancada não deve começar quando a cobrança já está prestes a entrar em vigor, mas durante a formulação, negociação e definição das condições que posteriormente atingirão motoristas, trabalhadores, empresas e produtores.


A mensagem central da peça é de que a revisão do pedágio deve se tornar uma agenda da próxima representação de Rondônia no Congresso. Luciana coloca o tema entre os compromissos que pretende levar ao Senado e associa a discussão à necessidade de uma bancada com maior capacidade de articulação e disposição para agir antes que os problemas estejam consolidados.


Ao final, a candidata transforma a controvérsia sobre o pedágio em uma escolha eleitoral: de um lado, a reação tardia que ela atribui a parte da classe política; de outro, a proposta de uma atuação antecipada e permanente para defender os interesses do estado.


Lula é candidato à reeleição à Presidência da República com o número 13; Expedito Netto, candidato ao Governo de Rondônia com o número 13; e Luciana Oliveira, candidata ao Senado Federal com o número 133.