Disputando um cargo público pela primeira vez na vida, o advogado Ângelo Mariano Donadon Júnior (PMDB), que tenta chegar à Câmara nas eleições deste ano, admite: “Meu sobrenome pesa, sim. Pode me render dividendos políticos, mas também me traz enormes responsabilidades”.
Filho do falecido “Tio Mariano”, que seria o candidato a prefeito que sucederia Melki Donadon em 2004, Júnior viu o poder chegar às mãos do irmão caçula, Marlon, que assumiu o cargo aos 23 anos, eleito por influência do primo.
Quando a campanha daquele ano iria começar, o velho Mariano sofreu um acidente de carro. A esposa, Dalila, mãe de Júnior, morreu na hora e o pai agonizou por 24 dias numa UTI, em Cuiabá (MT). O próprio Júnior Donadon poderia ter assumido a candidatura, mas não havia fixado seu domicílio eleitoral na cidade a tempo de concorrer. “Eu cursava Direito na Unir, em Porto Velho, e acabei não mudando meu título para cá”.
Com isso, o jovem Marlon foi o escolhido para a missão, Já que Melki estava concluindo seu segundo mandato e não poderia disputar a terceira eleição consecutiva.
Hoje funcionário municipal de carreira, lotado na Secretaria de Trânsito, o causídico diz que mostra suas propostas sem criticar o prefeito Zé Rover. “O povo quer é ouvir sobre o que pretendemos fazer. Esse negócio de atacar não agrada às pessoas”, raciocina.
Sobre a disputa que vem sendo travada no seio da família mais poderosa do Cone Sul, onde ele próprio mede forças com o vereador Ronaldo Alevato, cunhado do deputado Natan Donadon (PMDB), Júnior limita-se a listar os parentes que o apóiam: a primeira-dama, Rosani e o deputado Marcos Donadon, além do próprio Melki.
Sobre o que pretende fazer na Câmara, caso se eleja, o advogado destaca duas propostas: desenvolver ações que criem empregos e gerem e renda, através de incentivos fiscais e a efetiva fiscalização das obras e dos gastos públicos do município.