Está marcada para amanhã, quarta-feira, 12, às 8:30h, na Justiça Eleitoral de Vilhena, uma acareação entre o prefeito Zé Rover (PP) e o fotógrafo Fernando Fava, que o acusa de ter autorizado a distribuição de combustível com requisições do Hospital Regional na campanha do ano passado. Também estarão na audiência o ex-vereador Zé da Paraná, chefe de transportes da unidade de saúde, que assinava os papeis que davam direito aos abastecimentos. Outra que ficará frente a frente com o acusador é a jovem Ana Quésia, 20 anos, servidora do HR acusada de entregar os vales-gasolina a eleitores.
Acareação é um procedimento adotado quando as partes envolvidas numa ação judicial apresentam versões conflitantes. No caso de Fava, ele já depôs numa audiência anterior e tentou incriminar Rover. Os assessores do prefeito classificam com “fantasiosa” a denúncia do fotógrafo.
Veja a matéria que foi escrita na época da primeira audiência entre Rover e Fernando, no mês de março deste ano. Na ocasião, os depoimentos de testemunhas e dos envolvidos ficaram desencontrados, razão pela qual a Justiça Eleitoral resolveu colocar todos frente a frente:
Na semana passada, o prefeito Zé Rover (PP) participou de audiência na Justiça Eleitoral, em Vilhena. Foi chamado para se defender da denúncia de que teria autorizado a distribuição de combustível na campanha do ano passado, quando conquistou a reeleição. Cercado de advogados, o mandatário ficou frente a frente com o autor da acusação contra ele.
O FOLHA DO SUL ON LINE não teve acesso ao teor das declarações dadas durante a audiência, conduzida pela juíza eleitoral Christian Carla de Almeida Freitas. Mas entrevistou o fotógrafo Fernando Fava, que garante ter mantido em juízo a versão de que Rover autorizou a distribuição de gasolina com a utilização de requisições emitidas pelo Hospital Regional.
Segundo Fernando, durante a campanha, ele foi flagrado por agentes da Polícia Federal quando abastecia um veículo particular usando ordens emitidas pelo HR e que deviam beneficiar apenas carros da frota oficial do município.
Fava garante que, ao ser abordado, os policiais lhe mostraram fotografias da irregularidade, com a proposta para que colaborasse fornecendo denúncias sobre o esquema. O denunciante diz que aceitou o acordo e, numa ligação feita da Delegacia da Polícia Federal para o prefeito Zé Rover, solicitando gasolina, este teria lhe orientado a pegar requisições com Zé da Paraná, então chefe de transporte da unidade de saúde.
Foi usando estas requisições que Fernando foi apanhado pela segunda vez, o que levou a PF e investigar Zé da Paraná e uma servidora do hospital, que teriam emitido as ordens ilegais de abastecimento.
O OUTRO LADO
O site conversou com um advogado ligado a Rover, segundo quem o autor da denúncia não tem provas do que diz e estaria agindo a mando de adversários de Rover. “Ele será desmascarado na justiça”. O advogado lembra que o relatório feito por um delegado da Polícia Federal isenta o prefeito de qualquer participação no suposto esquema. “Já apresentamos este documento nos autos e agora caberá à justiça decidir em quem acreditar: se numa autoridade isenta ou num sujeito cuja versão está cheia de falhas”, argumenta. Outro detalhe lembrado pelo profissional: “Sua esposa foi candidata a vereadora no grupo de Luizinho Goebel (PV) e mãe disputou o mesmo cargo aliada a Melki Donadon (PTB). Ou seja, ele estava com um pé em cada canoa, menos na nossa”, alfineta.
Relembre o caso clicando no link abaixo: