Menino passou cinco dias internado no Hospital Regional de Vilhena
Após uma comerciante de Chupinguaia fazer um desabafo indignado no WhatsApp, criticando os médicos que atendem na cidade e falando do caso de um menino de 11 anos que quase morreu após receber um diagnóstico errado, o FOLHA DO SUL ON LINE ligou para ela e obteve mais detalhes do episódio.
Segundo a denunciante, no início deste mês, após se sentir mal em casa, a criança foi levada para o posto de saúde na “Capital do Boi”, onde recebeu uma aplicação de Dipirona com soro na veia e foi mandada para casa. Como continuou se queixando, o garoto retornou ao postinho.
Na unidade de saúde, o garoto foi diagnosticado com apendicite e mandado às pressas para o Hospital Regional de Vilhena, onde deveria passar pela cirurgia indicada. O resultado dos exames no HR, porém, foi outro: o pequeno paciente estava com dengue, e anemia, o que levou à redução drástica das plaquetas no sangue.
Após cinco dias internado no Regional e fazendo o tratamento correto, o menino se recuperou voltou para Chupinguaia, onde se trata em casa. A família está aliviada, mas diz que a criança poderia ter morrido se tivesse demorado mais a descobrir qual era o seu problema.
A comerciante que expôs o caso foi dura com os profissionais de Chupinguaia: “os médicos nem olham na nossa cara, e enquanto a gente está falando, eles ficam no celular. A saúde tá uma vergonha, e se os vereadores não fizerem nada, vai começar a morrer gente. Aliás, isso já começou a acontecer”, denuncia, referindo-se ao óbito de uma universitária de 26 anos morta após sofrer infarto no último domingo, 15, e que teria sido vítima de falha no atendimento médico em Chupinguaia.
Este site se coloca à disposição das autoridades políticas e de saúde de Chupinguaia, bem como dos profissionais de saúde que queiram se manifestar sobre as acusações.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 18 de Outubro de 2023, às 11:03