Comissão do CES deve vir a Vilhena conversar com prefeito
 
Em uma reunião tensa, realizada esta semana na Câmara de Vereadores, o Conselho Municipal de Saúde de Vilhena rejeitou, por 12 votos a 1, mais uma abstenção, a proposta do prefeito, Delegado Flori (Podemos), de entregar a gestão da rede municipal à Santa Casa de Misericórdia de Chavantes.
 
Pelo acordo entre o município e a entidade, serão repassados mais de R$ 9 milhões para a Santa Casa, por um período de seis meses, quando uma nova licitação escolherá quem assumirá a Saúde local em parceria com a prefeitura.
 
Ironicamente, o único voto a favor da terceirização foi o do secretário Richael Costa, que integra o Conselho Municipal e participou da reunião. As explicações dele para demonstrar as vantagens da medida adotada não convenceram os integrantes do órgão que delibera sobre assuntos relacionados à Saúde na cidade.
 
Ex-presidente do Conselho Estadual de Saúde e ainda integrando a entidade, Raimundo Nonato Soares explicou que a decisão dos conselheiros vilhenenses é uma derrota para o prefeito e o secretário Richael Costa, da Semus. E previu que, diante da decisão do órgão colegiado, o Ministério Público deve ir à justiça para fazer prevalecer a posição da entidade, contrária à terceirização.
 
Raimundo também disse que uma comissão do CES deve vir a Vilhena conversar com Flori para tentar convencê-lo a revogar a terceirização, que já foi derrotada nas gestões do então governador de Rondônia, Confúcio Moura, e do atual prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves.