Armas e munições foram encontrados em poder dos suspeitos presos
 
 O responsável por uma fazenda acionou a Polícia Militar na manhã da sexta-feira, 10, após homens desconhecidos estarem nas terras que ele cuida, na Linha 125. Ele suspeitou de uma invasão e contatou a polícia, que ao abordar os suspeitos, viu que um dos envolvidos era um policial militar da reserva.
 
A PM foi informada que alguns homens estavam no local e disseram ter ido medir a área. O autor da denúncia acreditava que se tratava de uma invasão, e que os suspeitos estavam armados. Para a PM, ele disse que ao perguntar sobre quem teria pedido o serviço, eles disseram: “Nós vamos medir com ordem nossa mesmo”.
 
Diante da situação, o denunciante se afastou e ligou para a Polícia Militar. Ele relatou ter visto um dos agentes com uma arma e, enquanto ligava para a PM, os denunciados deixaram o local. Em dois carros, eles se aproximaram de onde o denunciante estava, sendo que foi possível ouvir o dono das terras ao lado dizer: “Esse aí vocês deixa, depois nós elimina ele”.
 
Os suspeitos deixaram o local e foram parados já quando entravam em Vilhena. A abordagem dos dois carros aconteceu em ruas diferentes, sendo que um dos dois ocupantes do primeiro era um policial militar da reserva remunerada do Estado de Rondônia.
 
Na cintura desse policial havia dois revólveres, ambos com munições. Além disso, no carro foi encontrado um rifle e o sargento abordado usava uma pochete onde estava um carregador rápido, também municiado. O suspeito carregava uma faca e um canivete na cintura, e outras munições para ambas as armas foram localizadas dentro do veículo.
 
O rifle estava equipado com uma lanterna e o policial da reserva assumiu a propriedade, mas, era a única arma que tinha registro, o que não era o caso dos dois revólveres. Já no outro carro, apenas um GPS foi encontrado.
 
Enquanto os envolvidos aguardavam na Unisp (Unidade Integrada de Segurança Pública), o advogado do suspeito dono da área ao lado da que o denunciante cuida compareceu e disse que tinha um liminar de 7 de abril, que tratava de um interdito proibitório cumulada com tutela, mas, o autor da denúncia não sabia disso.
 
Os envolvidos na invasão receberam voz de prisão e as providências quanto ao caso serão tomadas.