Numa entrevista conduzida minutos atrás pelo locutor Roni Freitas, o mesmo que se envolveu num incidente com a primeira-dama de Vilhena, Lizangela Rover, na semana passada, durante o sorteio de casas populares e o anúncio de obras de pavimentação na cidade, o diretor geral do DER, Lúcio Mosquini, usou de bom humor e ironia para ridicularizar o prefeito Zé Rover (PP).
A fala de Mosquini, transmitida ao vivo de Ariquemes para todo o Estado em cadeia de rádio, era aguardada com ansiedade em Vilhena, pois os adversários do prefeito esperavam que ele se pronunciasse sobre o asfalto que está sendo executado na cidade pelo Governo de Rondônia, e que estaria sendo usado por Rover para faturar politicamente. O próprio Mosquini recebeu um panfleto distribuído pela prefeitura e no qual era anunciada a pavimentação como uma “parceria” do município com o Estado. E Lúcio não desapontou.
Segundo ele, o prefeito Zé Rover ofereceu, sim, a contrapartida pelo investimento de R$ 9 milhões que bancaram o asfalto. “Ele cedeu as ruas, que serão muito importantes para a execução da obra. Sem as ruas não haveria o asfalto”, cutucou, sem disfarçar o tom de galhofa que acompanhou a “zoada” no líder vilhenense.
Não bastasse a humilhação de submeter o prefeito a tamanho constrangimento, o diretor do DER esquentou ainda mais o tema, acrescentando que os únicos que tiveram méritos no investimento foram os deputados estaduais Luizinho Goebel (PV) e Marcos Donadon (PMDB), cujas emendas ao orçamento estadual garantiram os recursos para a iniciativa. “Se o prefeito Zé Rover tiver mais ruas para ceder, é só procurar os deputados Marcos e Luizinho para que eles disponibilizem mais emendas”, humilhou ao finalizar o massacre.
O governador Confúcio Moura, que também participou da entrevista, exibida em Vilhena pela Meridional FM, não entrou na confusão e preferiu falar de outros assuntos.