Não poderiam ser mais fúteis os motivos que levaram os detentos do Centro de Ressocialização Cone Sul, presídio que fica nos arredores de Vilhena, a promoverem uma rebelião na noite de ontem. O motim, que resultou em colchões queimados e celas destruídas, terminou após oito horas com a intervenção de um grande contingente da Polícia Militar.
Pelo menos seis presos receberam atendimento médico no Hospital Regional, mas nenhum com ferimento grave. Um juiz e um promotor foram chamados à unidade prisional para uma negociação com as lideranças do movimento, cujos nomes não foram revelados.
De acordo com informações fornecidas pelo comandante da PM, tenente-coronel Paulo Sérgio Vieira Gonçalves, o estopim da violência seriam três exigências dos apenados: maior número de visitas, troca da direção do presídio e mais barbantes, usados pelos presos para fazer artesanato.
O diretor do presídio, Juracy Duarte, é acusado por familiares dos detentos, de “endurecer” as regras após a única fuga registrado no complexo. Em maio deste ano, oito detentos conseguiram escapar, mas metade já está de volta, após recaptura ou rendição.
Duarte, no entanto, tem o trabalho elogiado por autoridades de segurança justamente pelo rigor que impõe aos presidiários. Sob seu comando, os visitantes são minuciosamente revistados, o que tem resultado na freqüente apreensão de drogas e celulares.