Candidato a senador falou de suplentes e antecipou pautas que pretende defender em Brasília
 
Em visita à redação do FOLHA DO SUL ON LINE ontem (segunda-feira, 22), o empresário Jaime Bagattoli, candidato a senador pelo PL, explicou a escolha de seus dois suplentes: o empresário Dheep Rover e o pastor assembleiano Sebastião Valadares.
 
Sobre Rover, vilhenense radicado em Porto Velho, Jaime o apontou como um exemplo de empresário respeitado e envolvido com causas sociais, que irá somar muito em sua campanha.
 
Em relação a Valadares, o candidato explicou que optou por seu nome como primeiro suplente após conversas com lideranças evangélicas que o procuraram para expressar apoio à sua candidatura.
 
“O mandato não é da família, por isso não chamei parentes para compor a minha chapa. Escolhi pessoas respeitadas e comprometidas com Rondônia que também poderão contribuir com o meu mandato”, disse.
 
MAIS EXPERIENTE
Mesmo avaliando que a campanha deste ano será difícil, Bagattoli disse que espera repetir o bom desempenho de 2018, quando acabou na terceira colocação, logo em sua estreia na política, perdendo por pouco para o ex-governador Confúcio Moura (MDB).
 
“A gente adquiriu mais conhecimento político e montamos uma boa estratégia este ano em Porto Velho, onde poderíamos ter ido melhor em 2018”, argumenta o candidato.
 
 AGRO E BOLSONARO
Mantendo a lealdade ao presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem se tornou amigo, o vilhenense disse que pretende focar seu mandato, caso chegue em Brasília, numa proposta de “desburocratização tributária” que atenda os pequenos comerciantes, hoje sufocados por uma pesada carga de impostos.
 
Embora pertença ao segmento e seja apoiado por ele, Bagattoli explicou que o agronegócio depende muito menos do poder público do que os pequenos agricultores. “Os grandes produtores se viram, pois só precisam de infraestrutura, então, temos que lutar pela agricultura familiar, que também gera riquezas e fixa as famílias no campo, evitando o ‘inchaço’ das cidades”.
 
SAÚDE E SANEAMENTO
Citando os percentuais vergonhosos de saneamento básico executados em praticamente todas as cidades de Rondônia, que não investem neste setor, Jaime lembra: “é com rede de esgoto que a gente evita tantas doenças. Portanto, trata-se de uma questão de saúde pública que a classe política vem negligenciando há muito tempo”, avaliou.
 
O bolsonarista, aliás, também disse que pretende focar sua atuação parlamentar na garantia de recursos federais para tentar melhorar a saúde nas cidades de Rondônia, onde a população mais carente é a também a mais atingida pela falta de investimentos na rede pública.
 
CONE SUL PODE FAZER HISTÓRIA
Bagattoli está otimista com receptividade das pessoas por onde passa, e fala com convicção. “Nossa região tem, mais uma vez, a chance real de eleger o primeiro senador de sua História. E eu confio no nosso povo, com o qual me identifico, por estar aqui há mais de 45 anos, trabalhando e produzindo”.