A manhã desta terça-feira 01 promete ser movimentada nos bastidores da política partidária de Rondônia.  Com a possibilidade de dar entrada nos pedidos de registro de candidatura até amanhã, (quarta-feira 02) anunciado pelo TRE, os partidos tiveram uma espécie de “prorrogação” para tentar selar os acordos.
A incerteza ainda paira sofre a confirmação de candidaturas majoritárias ao Executivo, com exceção do grupo de Expedito Junior (PSDB) e de Ivo Cassol (PP). Mesmo assim, nestes dois blocos ainda há indefinição sobre os nomes que serão postulados para concorrer ao Senado.
Até a madrugada de ontem, políticos de várias correntes ficaram debatendo para chegar a consensos, mas a coisa terminou empacada. As primeiras notícias que chegam da capital dão conta de que o PT permanece com a candidatura de Padre Ton confirmada ao governo, e mantém diálogo com o PDT de Acir Gugacz e o PSB de Mauro Nazif, tentando fechar um bloco que agregaria outras legendas. Os petistas, por questão estatutária, não podem recuar do lançamento de Ton, a não ser que este desista de ser o candidato, coisa difícil de acontecer neste momento –mas não impossível.
O debate deste bloco se desenrola acerca da forma como o PDT de Gugacz aceitaria participar do grupo, posto que para ele foi ofertada a vaga de disputar a reeleição, situação semelhante a que tinha quando estava com o PMDB. Fontes ligadas a Acir garantem que ele quer a cabeça da chapa, aliado com pelo menos seis partidos, fazendo oferta contrária ao PT, que neste caso teria Ton na disputa a senador. Pelo rumo das negociações não se descarta a possibilidade do PSB ficar com a vaga de vice-governador, tanto de Ton quanto de Acir, se o acordo for firmado. A dúvida é o nome do escolhido, que está entre o secretário de administração da prefeitura de Porto Velho, Mario Moreira, ou até mesmo do até agora confirmado como deputado federal pela legenda, Daniel Pereira.
Outro rumor que circula desde a madrugada é o “rifamento” do PTB de Nilton Capixaba do grupo rebelado. Agora pouco o FOLHA DO SUL ON LINE soube que o deputado federal está tentando aproximação com o PP e o PR, legendas lideradas por Ivo Cassol, no sentido de ocupar a vaga para disputa do Senado. A outra possibilidade é recuar da rebelião com o PMDB, e voltar para o lado de Confúcio.
Já não bastassem os problemas resultantes do esvaziamento do grupo de Confúcio após a desastrada opção de lançamento da chapa “puro sangue” (na foto, o mandatário com seu vice, Lúcio Mosquini ex-DER) na disputa ao Executivo, que desencadeou o efeito dominó que fez o “grupão” desandar, o governador terá que enfrentar ainda nesta manhã outra crise: desta vez com os candidatos às proporcionais que ainda estão do seu lado. Até entre os peemedebistas há resistência quanto a permanência do deputado estadual Lebrão, que disputa a reeleição, junto ao que restou da composição tira chances de vários outros postulantes, que estão insatisfeitos com a situação.
Fechando, Expedito Junior permanece na expectativa acerca de seu candidato ao Senado, em virtude da insistência de Rubens Moreira Mendes em ocupar a vaga, mesmo amparado por liminar. Já experiente no estrago que este tipo de situação pode causar, com alguém concorrendo às eleições partindo desde o início “sangrando”, a tentativa de convencer do líder do PSD a mudar de opinião, e escolher outro nome. No caso, seria Guilherme Erse, filho de Moreira. Isto pode abrir caminho para o vice-prefeito de Vilhena Jacier Dias (PSC) ser o primeiro suplente ao posto.