Dada como “sem chances” de reverter a perda dos direitos políticos sofrida na eleição de 2008, a candidata a vereadora Elza da Saúde (PSD) obteve mais uma vitória inesperada esta semana. Após ser barrada em Vilhena, a ex-vereadora recorreu ao TRE e não só conseguiu reverter a decisão, como também acrescentou uma proeza ao feito: o Ministério Público Eleitoral, que normalmente tenta manter a impugnação no TSE, simplesmente decidiu não recorrer da decisão da Corte estadual. Com isso, Elza não corre mais o risco de ter seus votos anulados após o pleito. Ela foi defendida no TRE pelo advogado do prefeito Zé Rover (PP), Carlos Eduardo Pietrobon, que preside o PSD em Vilhena.
Enquanto a profissional de saúde comemora os resultados recentes nos tribunais, outro candidato barrado em Vilhena vive a aflição de ainda não ser julgado. O petista Mauro Bil, que já foi vereador na cidade entre 2005 e 2008, ainda não teve seu recurso apreciado pelo TSE. O advogado que lhe defende é o mesmo que livrou Elza da impugnação. E Pietrobon acha que Bil também terá sua candidatura liberada.
O que é esquisito no caso do ex-parlamentar é que, ao analisar seu recurso no TRE, o procurador eleitoral encarregado de dar parecer pedindo a revogação ou manutenção da impugnação, opinou para que o petista fosse barrado. Estranhamente, porém, pediu a liberação de João Adalberto Borges, também candidato a vereador pelo PTB. “Beto” responde ao mesmo tipo de processo que ameaça a candidatura de Bil. Dois pesos e duas medidas...