“Eu sinceramente não sei que rumo que Vilhena está tomando. É reclamação para todo lado na saúde”
O prefeito de Vilhena segue sob uma enxurrada de críticas e adjetivos nada elogiosos a sua administração, por parte de alguns vereadores, inclusive aliados até pouco tempo atrás. Na sessão desta terça-feira, 15 da Casa Legislativa, que contou com a presença a deputada Federal Silvia Cristina (PDT), novas críticas foram elencadas a administração Eduardo Japonês.
Quem deu início a sessão de apontamentos foi a vereadora, e ex-secretária de Educação no primeiro mandato de Japonês, Professora Vivian Repessold (PP). Ela afirmou que a população está sendo enrolada em relação a reforma do Postinho de Saúde do Bairro Cristo Rei, em obras há mais de um ano; e denunciou que o local está sendo saqueado.
“A situação do postinho do Cristo Rei é grave. Nossa saúde está passando por um descaso tão grande, que há mais de um ano nós estamos sendo enrolados; a população está sendo enrolada com a finalização daquela obra. E agora, se não bastasse, os fios estão sendo saqueados, as portas do postinho estão sendo saqueadas, enquanto a população que está precisando dessa assistência, infelizmente não está podendo contar com o postinho do Cristo Rei”, disse a vereadora.
“Sem falar nas inúmeras reclamações que eu tenho recebido em relação aos atendimentos nas UPAS de Vilhena. É uma calamidade a forma com a população está sendo tratada. É um descaso. Um desrespeito. Tudo que a pessoa precisa hoje é ter saúde, e quando procura o poder público para ter assistência é maltratada, mal recebida”, continuou a parlamentar.
“A farmácia básica do município fica fechada nos finais de semana. Mas, não entendo, é receitado ao paciente medicamento para pegar lá. Me diga: vai esperar até a segunda-feira pra conseguir o medicamento? Eu sinceramente não sei que rumo que Vilhena está tomando. É reclamação para todo lado na saúde. É uma troca constante de secretário nessa Pasta que não conseguimos saber qual é o planejamento de gestão da secretaria de saúde”, ponderou.
O vereador Ronildo Macedo (PV), presidente da Câmara Municipal e ex-aliado de Eduardo Japonês, questionou a nomeação de Gilvan Ferreira para o cargo de secretário-adjunto Secretaria Municipal de Saúde. “Ele não sabe nem o que é uma bula de dipirona. Só porque carregou água na campanha do prefeito, aí o prefeito foi lá e colocou ele de adjunto da Saúde”, ironizou.
Outro que também teceu críticas ao ocupante da cadeira do Palácio dos Parecis foi o vereador Dhonatan Pagani (PSDB) que na sua fala apontou que a Prefeitura de Vilhena deixou de usar no ano passado, quase R$ 72 milhões. Valor que entrou no orçamento deste ano como superávit.
“Esses problemas eles são frutos de uma falta de gestão nítida, completa e absoluta. Quando se fala em recursos públicos, logo se pensa em investimento, em comprar, em construir, em pagar, enfim, em fazer. Você não vai arrecadar dinheiro, o imposto do cidadão, para ficar guardando ele. Você sabe quanto sai do seu bolso. E quando você paga o imposto, espera ter uma rua descente, uma UBS decente”, disse o vereador, antes de questionar: “Ao que se deve o fato de termos mais de R$ 71 milhões sobrando, se tá sobrando problemas? A resposta é uma só: é falta de gestão, de gerir, administrar”.
Na sequência da sua fala, Pagani lembrou o questionamento feito pelo colega Ronildo Macedo sobre a nomeação do adjunto da Saúde. “Porque isso acontece? Acontece por que é aquilo que disse o presidente (Ronildo Macedo), é uma peixada que tá lá. Não é um cara que sabe fazer. Porque pra você rodar uma licitação pública é burocrático e demorado, mas se você colocar quem sabe faz”, comentou e finalizou conclamando ao cidadão a quando for a um postinho de saúde não tiver médico lembrar que nos cofres da prefeitura tem mais de R$ 71 milhões.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 15 de Fevereiro de 2022, às 15:34