“Mãe teve o bebê em condições normais e recebeu alta, mas ficou na unidade para acompanhar o recém-nascido”
Em nota enviada ao FOLHA DO SUL ON LINE, a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Vilhena rebate as denúncias feitas por uma gestante que, após dar à luz um bebê no Hospital Regional, fez uma série de críticas e acusações contra a unidade de saúde.
Entrevistada pelo site junto com a irmã, a paciente relatou a sequência de transtornos que enfrentou para ter o filho através de cesariana. Além de denunciar o atendimento grosseiro de um médico, a mulher também fotografou uma mosca na marmita servida a ela.
Ao ser publicada, a reportagem rendeu dezenas de comentários de internautas, tanto na própria página, quando nos grupos onde o link foi postado. Hoje, a matéria está entre as mais lidas do site no mês (CONFIRA AQUI).
LEIA ABAIXO, na íntegra, a nota enviada pela prefeitura, na qual todas as denúncias das irmãs são rebatidas:
Diferente do que foi afirmado na matéria, a mãe não foi infectada no centro cirúrgico, o bebê não teve diagnóstico de infecção umbilical e há, sim, enfermeiros para colher sangue e prestar atendimento normalmente às mães.
O Hospital Regional de Vilhena (HRV) explica que a mãe já tinha infecção pela bactéria Streptococcus Grupo B antes de dar à luz, conforme exame de 04 de março confirma. A bactéria é um organismo comum que habita o trato gastrointestinal e a flora vaginal de até 30% das gestantes. Inofensivo em parte dos casos, o microrganismo se torna agressivo para recém-nascidos no momento do parto (principalmente para os prematuros).
Mesmo assim, a mãe teve o bebê em condições normais e recebeu alta, mas ficou na unidade para acompanhar o recém-nascido, que apresentou uma infecção neonatal, podendo ser inclusive associada à bactéria já presente na mãe, que foi informada do risco disto acontecer através do termo de responsabilidade que assinou optando pela cesariana.
Enquanto o bebê se recuperava, a mãe apresentou deiscência de sutura, quadro que acomete cerca de 20% das mães que fazem cirurgias cesarianas. Esta abertura de alguns pontos no local da cirurgia ocasionou o vazamento de líquidos da ferida, porém, estes não tinham odor fétido e a paciente não apresentava febre, o que indica ausência de infecção na ferida operatória.
Devido à reação inflamatória que aumenta a presença de sangue e pressão no local, a mãe teve dor e foi atendida, medicada, avaliada duas vezes, recebeu curativos e avaliação dos médicos na ferida. A diretora do hospital, que é enfermeira obstétrica do quadro efetivo do município, esteve no leito, fez pessoalmente o curativo na mãe, deu orientações, recomendou e providenciou a realização de consulta adicional no centro obstétrico. A direção destaca que não houve negligência do hospital, pois a paciente foi bem atendida e teve a assistência necessária.
A principal causa da deiscência espontânea de sutura é o não cumprimento, durante o pós-operatório, das orientações passadas pelo médico, especialmente quando a paciente aumenta a pressão sobre o local fazendo esforço físico demasiado, mas acontece também por diversos motivos e com mais frequência em pacientes com sobrepeso, infecção anterior, bem como outros fatores, como doenças pré-existentes (diabetes, doença renal e hipertensão), músculo fraco na área da ferida, uso de corticoides em altas doses ou a longo prazo, deficiência grave de vitamina C e nutrição deficiente, entre outros.
O HRV reforça ainda que há, sim, enfermeiros para colher sangue do bebê e que não há infecção nos bebês ou mães por causa do ambiente hospitalar, porque se fosse o caso essa condição demoraria alguns dias para se evidenciar, e não aconteceria de maneira imediata, algumas horas após o parto. As infecções registradas no centro cirúrgico da obstetrícia se devem a quadros clínicos anteriores ao parto, como é o caso da mãe e do recém-nascido que são tema desta nota, e não são em quantidade acima do esperado pela literatura médica.
Sobre a alimentação, caso haja alguma intercorrência no oferecimento da comida, basta solicitar a troca da marmita, que acontece de maneira imediata, no próprio ato da entrega, visto que são centenas de refeições oferecidas ao mesmo tempo.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 29 de Abril de 2022, às 17:41