Inaugurada em setembro do ano passado em meio à euforia de gente de todo o Cone Sul (incluindo lideranças politicas e empresariais), a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), instalada no Hospital Regional de Vilhena transformou-se numa dor de cabeça para o prefeito Zé Rover (PP). O próprio mandatário já se queixou publicamente que a unidade consome boa parte das verbas destinadas à Saúde. Alguns secretários também andaram comentando em particular que o empreendimento não é viável.
O motivo de tantas críticas à UTI é a sua manutenção: de acordo com um médico, que pediu para não ter sua identidade revelada, o custo mensal do complexo é de R$ 500 mil. Desse montante, o Governo do Estado entra com R$ 160 mil. O Governo Federal repassa outros R$ 114 mil. Ou seja, sangrando, o município, que atende pacientes de toda a região, incluindo alguns do Mato Grosso, banca sozinho quase metade do investimento.
Diante de tantos problemas, alguns profissionais de saúde (até mesmo médicos) andam aventando a possibilidade de terceirização da UTI. Ninguém assume publicamente a transferência da unidade para a iniciativa privada, mas os comentários dentro do Hospital Regional dão conta de que a possibilidade de tal ideia se materializar é mesmo real. Pelo menos dois médicos já teriam se mostrado interessados em “tocar o negócio”.
Falando também sob a condição de não ter seu nome revelado, um médico ouvido pelo site garante já ter escutado rumores sobre o assunto dentro do HR. “Ninguém explica como seria essa terceirização. Não existe nada concreto, mas muitos profissionais que trabalham na unidade estão apreensivos”, revela.
A assessoria do prefeito Zé Rover confirma que uma equipe de médicos chegou a lhe entregar uma proposta no sentido de entregar a UTI à iniciativa privada. Rover, no entanto, já teria decidido manter o empreendimento sob controle do poder público, mesmo arcando com as elevadas despesas. “Pelo menos por enquanto, a ideia é ir tocando a UTI”, diz um assessor do prefeito, dando a entender que a transferência não está descartada no futuro.
AINDA HOJE, ÀS 11:00H, O SECRETÁRIO DE SAÚDE, TENENTE-CORONEL AGENOR DE CARVALHO DARÁ ENTREVISTA COLETIVA PARA FALAR DO PROBLEMA