Vinicius William Nunes da Silva, de 27 anos, não agiu sozinho, mas apenas ele foi identificado e levado à justiça
 
Nesta sexta-feira, 24 de março, o Tribunal do Júri reunido no Fórum Desembargador Leal Fagundes, em Vilhena, analisou mais um caso de crime contra a vida. O réu, Vinicius William Nunes da Silva, que completou 27 anos no dia 08 deste mês, foi condenado a mais de 17 anos de prisão pelo assassinato do construtor Anderson Luiz Rauta, que tinha 32; e da tentativa de homicídio contra Cleison Bruno Rech, hoje com 28 anos.
 
Conforme apurado pela reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE na época dos fatos, e como consta nos autos, os crimes aconteceram na noite de 15 de julho de 2021, numa estrada vicinal na região do Setor 12. De acordo com as investigações, Vinicius William não teria agido sozinho, embora nenhum dos supostos comparsas dele tinha sido identificado.
 
As vítimas teriam sido levadas em um carro até o local onde foram atacadas a tiros. Anderson morreu no local. Cleison foi ferido, mas conseguiu fugir, sobreviveu e revelou que amigo foi morto por dono de boca de fumo, após penhorar motocicleta.
 
Os jurados acataram a denúncia conforme foi oferecida e defendida pelo Ministério Público. Assim, condenaram Vinicius William por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima; e pelo crime de tentativa de homicídio, também duplamente qualificada.   
 
A magistrada que presidiu o Tribunal do Júri aplicou inicialmente pena de 15 anos para cada um dos crimes. Na sequência, diminuiu em 1/5 a pena em relação ao homicídio tentado, que ficou em 10 anos. Por fim, ela aplicou a regra do crime continuado e aumentou em 1/6 a pena mais grave para chegar a pena definitiva de 17 anos e 6 meses de prisão.
 
A magistrada negou ao réu o direito de aguardar a apelação em liberdade.