Assim como os três outros principais candidatos ao governo do Estado de Rondônia, a FOLHA DO SUL conseguiu conversar com exclusividade com Jaqueline Cassol. Todas as entrevistas foram feitas no mesmo dia e em momento decisivo que antecede a campanha. O contato por telefone com a candidata do PR aconteceu por volta das 19 horas de ontem, com ela falando de Porto Velho. A exemplo dos outros três dos principais candidatos ao governo, a entrevista foi baseada em situações específicas da candidatura neste momento.
Assim, a conversa iniciou com a indefinição sobre o nome que será lançado para disputar a vaga ao Senado. Jaqueline garantiu que a definição deveria acontecer ainda ontem, e anunciada nesta quinta-feira, mas as reuniões ainda estavam acontecendo. No momento em que o site conversou com ela, a mais cotada para ocupar a posição era a cunhada de Jaqueline, Ivone Cassol, ex primeira-dama do Estado. “No entanto, ainda pode haver modificações, e o anúncio oficial deve acontecer apenas amanhã”, explicou. Se tal fato se confirmar, haverá mudança na nominata que disputa vagas na Câmara Federal, com Karine Cassol (filha do senador Ivo) abrindo mão da candidatura.
Quanto ao fortalecimento do grupo que acompanhará o governador Confúcio Moura na tentativa de permanecer no cargo, Jaqueline apenas comentou que a “democracia permite a quem esteja apto a disputar um cargo concretizar sua ideia”. Prosseguindo, ela falou que só aceitou o desafio de concorrer ao governo caso a campanha fosse realizada “apresentando propostas e metas aos rondonienses, e não atacando ou falando sobre os demais candidatos”. Fechando o tema, Jaqueline lembrou uma situação em que foi caluniada no ano passado, e jamais fez qualquer comentário público sobre o fato. “Sou advogada, portanto estou treinada para lidar com este tipo de situação através da Justiça, e há neste momento vários processos sobre o caso tramitando no Poder Judiciário”. Ela disse que caso ocorra algo do gênero ao longo da campanha, “não entrarei neste tipo de jogo, e de novo usarei o Judiciário para resolver o assunto”.
Prosseguindo, a estreante frisou que seu nome é uma alternativa “ficha limpa” ao eleitorado, e por ser mulher aplicará a “habilidade e agilidade feminina ao longo da disputa”. Entretanto, em seguida acrescentou que não será governadora para defender apenas as questões relativas ao gênero. “Ao contrário. Se no dia primeiro de janeiro eu assumir o comando do nosso Estado, vou trabalhar intensamente para garantir os direitos de todos os rondonienses, e lutar para executar as propostas que apresentarei ao longo da campanha”.
Sobre eventual despreparo para concorrer a eleição de tal envergadura, posto que seu nome jamais foi colocado para disputas de cargos eletivos, Jaqueline respondeu de forma bem-humorada. “Desde criança e ao longo de minha vida toda, eu praticamente respirei política, pois meu pai começou sua carreira ainda no Paraná e deu prosseguimento a ela em Rondônia; tenho três irmãos Ivo, César e Nega que foram eleitos para cargos públicos. O Ivo, inclusive exerceu duas vezes a função de governador de Rondônia. Nada disso é novidade para mim, e apenas estabeleci ao nosso grupo a maneira que queria que a campanha fosse levada. Todos aceitaram, portanto aqui estou eu”.
Fechando a conversa, ela lembrou que tem experiência em administração pública, “pois dirigi o DETRAN de Rondônia por quatro anos na época em que o Ivo era governador, e depois passei por outros cargos de alto escalão na administração rondoniense”. Sempre bem humorada, a última frase Jaqueline disparou foi: “Também tive uma boa experiência no Ministério Público do Estado, onde fui estagiária no CAEX, setor encarregado justamente de acompanhar a conduta de gestores de verbas públicas. Ou seja, eu sei o que é ser fiscalizado, assim como conheço o outro lado, aquele que fiscaliza. Isso me dá certa vantagem para que erros ou situações primárias não venham a ocorrer na minha gestão, caso seja escolhida pelo povo de Rondônia nestas eleições”.
INÉDITO - O ciclo de entrevistas exclusivas com os principais candidatos ao governo pelo FOLHA DO SUL ON LINE aconteceu no mesmo dia (ontem, quarta-feira 02). Nesta reta final que antecede a largada para a campanha, e tratando de temas específicos do momento de cada um deles, o trabalho foi o desafio ao qual o site se lançou e conseguiu realizar com sucesso.
Talvez seja um feito inédito na imprensa rondoniense, mas isto não importa. O que vale mesmo foi ter conseguido levar aos leitores informação diferenciada com qualidade e tratando de assuntos de interesse público, cumprindo assim nosso compromisso com a comunidade. Sempre.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 03 de Julho de 2014, às 14:40