“Eu sou médico, e estou adotando medidas para salvar a vida das pessoas que dependem daquele hospital”
Em visita à redação do FOLHA DO SUL ON LINE na noite desta sexta-feira, 3, acompanhado pelo adjunto da Pasta, por sua equipe e pelo vereador Samir Ali (MDB), o secretário de Estado da Saúde, Edilton Oliveira, comentou uma ação deflagrada hoje, e que transformou o Hospital Regional de Vilhena em caso de polícia (ENTENDA AQUI).
O neurocirurgião esclareceu que não tentou intervir “de sopetão” na maior unidade de saúde do Sul de Rondônia, como tem sido comentado nos bastidores. O titular da Sesau admitiu que pretende mesmo substituir a Santa Casa de Chavantes, mas garante que enfrenta resistências por parte da própria empresa.
Oliveira contou que há mais de 40 dias tenta ter acesso à situação do hospital, mas a própria Chavantes impede. Hoje, relata o secretário, a representante da empresa teria disparado que “não deve satisfação ao Estado e sim ao município”, embora os três entes sejam responsáveis pela unidade.
“Eu sou médico, e estou adotando medidas para salvar a vida das pessoas que dependem daquele hospital”, contou o gestor, acrescentando que, mesmo sem acesso a todos os dados, tem informações sobre equipamentos estragados, salários atrasados e medicamentos em falta.
QUEM ENTRA?
Conforme o entrevistado, a OS escolhida para substituir a Chavantes já está habilitada para prestar esse tipo de serviço terceirizado em Rondônia. Trata-se da Pátris, firma com sede em Goiânia (GO) e que, conforme avaliação técnica da própria Sesau, é a mais preparada para assumir a função.
TOMA QUE O FILHO É SEU
O trecho preocupante na fala do secretário é a promessa que ele fez, caso o impasse não seja resolvido. Logo após a entrevista, ele iria se reunir com o Ministério Público de Vilhena justamente para tentar resolver o problema.
Se a mudança for barrada, o secretário promete entregar o hospital ao município, revertendo a decisão do Estado, que o assumiu recentemente. Com isso, os repasses que ajudam a manter os serviços, deixarão de ser feitos pelo governo estadual, e caberá ao município manter as despesas se quiser manter a Chavantes no comando.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 03 de Julho de 2026, às 19:13