Numa entrevista de quase uma hora, concedida a uma emissora de TV de Porto Velho, na noite de ontem, o ex-senador Expedito Júnior (PSDB) partiu para o ataque contra o ex-aliado e agora inimigo Ivo Cassol (PP). Os dois estão rompidos desde 2010, quando Expedito, que se elegeu senador ao lado de Cassol em 2006, mas foi cassado dois anos depois, deixou de apoiar o candidato do parlamentar, João Cahulla (PPS), derrotado por Confúcio Moura (PMDB).
Na parte mais explosiva da entrevista, o tucano acusou o ex-governador de usar 16 homens da Polícia Militar para fazer sua segurança e a de familiares. A denúncia foi mantida na manhã de hoje quando, por telefone, Expedito falou ao FOLHA DO SUL ON LINE e jogou mais gasolina na fogueira. “Ele tem mais segurança que 22 municípios de Rondônia”.
O ex-senador explicou os gastos com o aparato de Cassol Cassol: “A Assembléia aprovou um projeto garantindo essas mamatas em 2010, no final da gestão de Cahulla. Funciona assim: como Cassol ficou sete anos e três meses no cargo, ele pode usufruir de tais vantagens pelo mesmo tempo. Cahulla, que ficou sete meses no comando, já não tem mais direito”.
Expedito disse que o senador progressista também onera os cofres públicos com as diárias que são pagas aos policiais que o acompanham. “Quando ele vai jogar bola em alguma cidade, quem o protege recebe diárias para o deslocamento”, alfinetou.
O site vai tentar contato com a assessoria de Cassol, para que ele comente as acusações feitas pelo ex-parceiro.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 25 de Junho de 2013, às 12:03