Figura conhecida no meio político em Rondônia, o ex-prefeito de Vilhena, Melki Donadon (PTB) tem procurado deputados para pedir voto contrário à cassação do mandato de seu irmão Natan Donadon, preso após condenação transitada em julgada no Supremo Tribunal Federal.

Parlamentares ouvidos pelo Diário do Poder contam que o ex-prefeito tenta adiar para depois do recesso parlamentar o processo de cassação do irmão, na esperança de que, até lá, esfrie o “clima justiceiro” que tomou o Congresso após os protestos no país.

O exercício do mandato garante a Natan Donadon a manutenção de cota parlamentar , de cargos e de toda a estrutura de gabinete. Desde sua condenação, em outubro de 2010, o deputado já faturou R$ 4,3 milhões da Câmara. Quando esteve foragido, ele levou cerca de R$ 4 mil em contas de telefone, hospedagem, correio e carro.

Melki teria dito ainda que guarda esperança de reverter a pena de Natan, estipulada em 13 anos, 4 meses e 10 dias de prisão pelos crimes de formação de quadrilha e peculato. A defesa do ex-peemedebista pode entrar com pedido de revisão criminal, recurso raramente admitido pela Suprema Corte.

Conforme revela hoje a coluna do Cláudio Humberto, o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), discute a suspensão dos privilégios do deputado sob alegação de que, embora ainda detenha o mandato, ele não tem a menor condição de exercê-lo.