“Se a entidade, além desse valor, receber também medicamentos e servidores pagos pelo município, aí o gasto total vai quase dobrar, ao invés de diminuir”
Em visita ao FOLHA DO SUL ON LINE na manhã desta quarta-feira, 01, o ex-prefeito Ronildo Macedo (Podemos) rebateu uma informação divulgada no site pelo secretário de Saúde, Richael Costa, que junto com o prefeito, Delegado Flori (Podemos) calculou em R$ 160 milhões os gastos com o setor no ano passado (CONFIRA AQUI).
Exibindo números publicados pelo Fundo Municipal de Saúde, Macedo esclareceu que os dados estão inflados. “No ano passado foram gastos R$ 116 milhões com a Saúde. Talvez eles tenham confundido o orçamento, que é de R$ 169 milhões, com o que efetivamente foi usado. Entre um valor e outro, o erro superior a 30%”.
No comando interino do município durante os quase seis meses que antecederam a eleição de Flori como prefeito, Ronildo garante que não deixou o “rombo” que seu sucessor denuncia: “fui responsável com os gastos em todas as áreas, mas da Saúde cuidei pessoalmente, tentando melhorar, mas sem exageros no uso de recursos”.
“Não descarto esses números terem sido distorcidos justamente para justificar a terceirização da Saúde”, disparou o entrevistado.
TERCEIRIZAÇÃO
O ex-prefeito disse que ainda não firmou posição sobre a terceirização da Saúde implantada por Flori com a contratação da Santa Casa de Misericórdia de Chavantes para comandar a rede municipal.
“Vou analisar as ações da entidade, e torcendo para que ela apresente bons resultados para os pacientes que dependem da saúde pública. Mas também quero ter certeza de que está tudo dentro da lei e traz vantagens para a nossa população”, garantiu o agora vereador, que reassumiu seu mandato na Câmara após entregar o Executivo no dia 1º de janeiro.
E A ECONOMIA DE DINHEIRO?
Uma questão que Macedo pretende levantar junto à Santa Casa diz respeito à economia de dinheiro que a entidade prometeu fazer. “Mas eu até agora não sei como isso será feito. Vou buscar informações para saber se é possível.
O vereador diz que, pelas suas contas, a entidade poderá vir a receber R$ mais de 110 milhões por ano, pouco menos do que foi gasto em toda a Saúde no ano passado. “Se a entidade, além desse valor, receber também medicamentos e servidores pagos pelo município, aí o gasto total vai quase dobrar, ao invés de diminuir”, finalizou.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 01 de Fevereiro de 2023, às 09:58