O FOLHA DO SUL ON LINE conversou, na manhã desta quarta-feira, dia 22, com o ex-vereador João Batista Gonçalves, o Cabo João (PTB), que exerceu três mandatos consecutivos na cidade. Derrotado por poucos votos quando disputava a reeleição, em 2008, João também não pôde concorrer este ano, em razão de uma condenação colegiada, que está para ser julgada no STJ. Acusado de ter cometido crime eleitoral quatro anos atrás, quando participou da inauguração de obras num loteamento, o ex-vereador diz que conseguirá recuperar seus direitos políticos, suspensos por causa da infração.
Morando atualmente na Guiana Francesa, onde trabalha num garimpo de ouro, João não descarta abandonar de vez a vida pública. “Gosto de política, mas fui muito injustiçado. Hoje, olhando o que acontece em Vilhena, chego à conclusão de que o Melki era um trombadinha”, argumenta, referindo-se ao mesmo tempo ao ex-prefeito que era tido como “muito ligeiro” e ao atual, Zé Rover (PP), que “tem feito coisas do arco da velha sem que o MP aja com o mesmo rigor”.
Sobre a vida na espécie de colônia da França, que fica nas proximidades da divisa do Brasil com a Venezuela, o petebista se mostra satisfeito. “Tá dando para extrair um ‘ourinho’ lá”. Além do empreendimento minerador, o militar também toca obras de construção e terraplenagem, através de sua empresa, na cidade de Buritis.
Conforme revelou o ex-parlamentar, também estão comandando dragas (equipamento para a extração de ouro) no país vizinho dois ex-deputado estaduais: o coronel Evanildo Abreu e o cerejeirense Ezequiel Neiva. “Ambos estão muito bem de vida”, garante.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 22 de Agosto de 2012, às 11:13