“Por causa da incompetência de quem fez o primeiro atendimento, meu filho está sofrendo e sem saber quando será operado”
 
Três meses atrás, o pedreiro Mayke Jhone Oliveira da Silva, de 24 anos, sofreu um acidente de moto na Linha 135, quando voltava para a cidade após visitar a sogra, que mora na área rural. Vítima de uma das valetas da estrada vicinal, o jovem foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros e levado para a UPA.
 
Na unidade de saúde, Mayke foi submetido a um exame de raio-X, que não detectou nenhuma fratura. Mandado para casa, o construtor continuou sentindo dores e não conseguia mexer o braço.
 
A mãe levou o rapaz a um ortopedista da rede particular, e o profissional questionou sobre o raio-X. A mãe disse que o exame não havia apontado “quebradura” e o médico ainda pediu uma ultrassongrafia, que constatou o pré-rompimento de um tendão.
 
Nem as sessões de fisioterapia ajudaram o acidentado, o que fez a mãe dele mostrar ao ortopedista particular o raio-X feito na rede pública. O médico disse que o exame mostrava que ele havia quebrado “feio” o braço. Ao tentar marcar a cirurgia, que deve ser feita em Cacoal, a mãe ouviu da servidora da Regulação que isso poderia demorar até um ano.
 
Para tentar agilizar o atendimento, Mayke deu entrada na UPA e está há 20 dias no Hospital Regional, sem qualquer previsão de ser operado. A mãe já procurou todos os meios para conseguir o encaminhamento, já que o braço do garoto “colou errado” e precisará ser “quebrado” novamente para a realização do procedimento.
 
“Por causa da incompetência de quem fez o primeiro atendimento, meu filho está sofrendo e sem saber quando será operado”, desabafa a mãe, revelando que Mayke tem uma filha de apenas 09 meses e que, sem poder trabalhar, está contando com a ajuda dos familiares para sobreviver.
 
“Como ele trabalha como diarista, não consegue dar entrada no INSS e não recebe nenhum benefício”, acrescenta a sogra de Mayke.