Profissional de saúde acionou a Polícia Militar, mas acusado deixou o local
 
Por telefone, o FOLHA DO SUL ON LINE conversou com o fotógrafo Hernandes Mendonça, que ontem foi acusado de agredir verbalmente uma médica que atua na UPA, em Vilhena. Ele teria se alterado por causa da demora no atendimento (LEMBRE AQUI).
 
Mendonça negou ter xingado a profissional de saúde, mas admite que cobrou agilidade na consulta. O fotógrafo sofreu um acidente de moto na última terça-feira e está com suspeita de fratura num dos dedos da mão. “Eu estava com muita dor e apenas fui perguntar porque tinha tanta gente chegando depois de mim e sendo atendida antes”.
 
Mendonça conta que quando a médica chamou a polícia, ele resolveu ir embora da UPA. “Se fosse só a médica, eu ficava pra ela consertar o meu dedo, mas a polícia poderia é machucar ainda mais”, argumenta, alegando que seu tom de voz pode ter levado a denunciante a achar que ele estava gritando com ela.
 
Embora Hernandes tenha fotografado a médica de dedo em riste, apontado para ele, para confirma sua versão de que a profissional de saúde é quem estava alterada, o site evita expor a imagem, já que não conseguiu falar com a acusada.
 
SOGRA MORTA
O incidente aconteceu exatamente uma semana após a sogra de Hernandes morrer na UPA. O próprio fotógrafo conta que a dona-de-casa de 72 anos deu entrada na unidade às 2:00h e sete horas depois, continuava esperando atendimento, sentada em uma cadeira.
 
Levada para fazer exames no Hospital Regional, a idosa morreu na tarde daquele mesmo dia, vítima de um infarto. “Os resultados dos exames chegaram após ela morrer. A saúde pública tá desse jeito: ninguém dá atenção aos pacientes”.