Na campanha do ano passado, o prefeito Zé Rover (PP), que disputava a reeleição, sofreu um revés partidário às vésperas das convenções: usando sua influência junto a dirigentes de quatro legendas, o deputado Luizinho Goebel (PV), levou para seu palanque o PT do B, o PMN, o PTN e o PTC. O quarteto já havia até fechado acordo com Rover, mas acabou tendo que engolir a mudança, determinada de cima para baixo. A maior parte dos candidatos das quatro agremiações, no entanto, desistiu de concorrer para não ter que pedir votos contra o prefeito.
Uma das legendas que mais se rebelaram contra a nova orientação foi o PMN. Disposta a marchar com o prefeito, o partido não pediu votos para Goebel e recusou coligação com outras agremiações. Acabou pagando o preço pelo radicalismo: o comerciante Rogério Barrelas (FOTO), que fez 769 votos, deixou de chegar à Câmara por não atingir o coeficiente.
Agora, no entanto, o PMN deve retornar aos braços de Rover, caso seja aprovada fusão da agremiação com o PPS. A união em nível nacional, que deve fazer nascer um outro partido no país, foi anunciada recentemente pelo deputado Roberto Freire. Presidente do PPS, o parlamentar, que já disputou a presidência da República e se elegeu senador por Pernambuco, acha que a fusão sai nos próximos meses. Com isso, os rebelados do ano passado, que já ocupam cargos nesta segunda gestão de Rover, terão um motivo a mais para não largar a teta.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 11 de Abril de 2013, às 09:21