“Tudo leva a crer que em ambos os casos houve negligência, já que a mãe fez o pré-natal dos dois bebês como os próprios médicos indicaram”
Em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE na manhã desta quinta-feira, 11, o pastor evangélico Geziel Ferreira da Silva anunciou que vai registrar ainda hoje, na Polícia Civil, a morte de sua neta, que se chamaria Helena, e que faleceu ontem na barriga da mãe.
O religioso contou que a enteada, que tem 18 anos, está internada no Hospital Regional de Vilhena desde o início da semana. Com 36 semanas de gestação, ela daria à luz através de uma cesariana marcada para hoje.
Segundo o entrevistado, nos últimos dias eram feitos exames frequentes, que atestavam que a bebê estava bem. Ontem, até o início da tarde, o feto tinha batimentos cardíacos normais, segundo os profissionais que atendiam a gestante.
No período da noite, após um dos profissionais do HR não escutar mais o coraçãozinho da criança, um exame de ultrassom foi feito e constatou o óbito. De acordo com Geziel, a enteada ainda está abalada psicologicamente pela perda.
“A neném estava bem, mas aí aplicaram uma injeção na barriga da mãe. Minha esposa disse que, depois disso a bebê parou de se mexer”, relembra o pai, o azulejista Romário Ventura, de 28 anos.
O pastor entrevistado revela que, no mês passado a gestante foi transferida pelos médicos de Vilhena para o Hospital de Base, em Porto Velho. Eles alegavam que a bebê estava com baixo peso e, caso houvesse algum problema no parto, o hospital da capital dispunha de uma UTI. A grávida foi mandada de volta para Vilhena, pois os profissionais portovelhenses não viram nada de errado com o feto.
E esta não é a primeira vez que a mesma jovem perde um filho: dois anos atrás, grávida de um menino, que se chamaria Nicolas, ela viu o bebê também morrer em sua barriga. Pelo atraso no parto, o garoto teria morrido em decorrência do cordão umbilical enrolado em seu pescoço.
Embora não tenha levado o primeiro caso à justiça, desta vez a família da gestante pretende investigar a fundo os dois óbitos das crianças, começando pela denúncia na polícia.
“Tudo leva a crer que em ambos os casos houve negligência, já que a mãe fez o pré-natal dos dois bebês como os próprios médicos indicaram. E vamos lutar para provar isso, fazendo com que os responsáveis paguem”, finalizou Geziel, de 48 anos.
A foto que ilustra esta reportagem foi fornecida ao site pelo próprio padrasto, que autorizou sua publicação e também a revelação do nome da enteada: Raiane Martins Leal Ventura.
O OUTRO LADO
O caso e a denúncia feita pelo pastor foram repassados à Secretaria de Saúde de Vilhena, que prometeu dar sua versão para o ocorrido ainda hoje. O site publicará, na íntegra, a manifestação da Pasta, assim que ela for apresentada.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 11 de Maio de 2023, às 10:34