Dhonatan Pagani disse que com o fim do processo eleitoral no qual ele concorreu a deputado estadual, retorna a normalidade das atividades na Câmara Municipal
 
Nesta terça-feira, 11, o vereador Dhonatan Pagani (Podemos) comentou,  durante sessão da Câmara Municipal de Vilhena, sobre a contratação da empresa Medicando para a prestação de serviços médicos nas especialidades de ginecologia, obstetrícia, pediatria e clínica médica geral para o Hospital Regional de Vilhena. O valor do contrato é mais de R$ 5,3 milhões. 
 
O Projeto de Lei que destinou o valor para esse fim foi aprovado no dia 14 de junho, durante sessão conduzida pelo presidente da Casa, o vereador Ronildo Macedo (Podemos), um dos principais críticos da atuação da empresa na prestação de serviços.
 
Como foi noticiado pelo FOLHA DO SUL ON LINE, a empresa Medicando conseguiu a renovação do contrato no valor superior a R$ 5,3 milhões. O novo contrato da Prefeitura de Vilhena com a Medicando foi publicado no Diário Oficial do Município no dia 31 de agosto, já com Ronildo Macedo ocupando o cargo de prefeito interino após o afastamento de Eduardo Japonês (PSC).
 
A FOLHA questionou na matéria sobre o silêncio do prefeito interino e dos vereadores sobre o tema. Hoje, Dhonatan Pagani falou sobre o assunto e começou justificando: “Vim aqui pra falar sobre um assunto importante, mas que ficou neutro, naturalmente nós estávamos envolvidos num processo eleitoral, não que tenhamos parado, mas por conta do processo eleitoral, naturalmente a gente não consegue caminhar com as duas coisas ao mesmo”.
 
 Sobre a renovação, Pagani afirmou que quando houve a tratativa para aprovação do projeto, o que ficou claro é que o contrato não seria com a Medicando, que se buscaria outra empresa para a prestação de serviços à população.
 
“O péssimo serviço prestado por essa empresa foi tema de sabatinas de diversos secretários que passaram pela Semus. Essa Casa de Leis criou um movimento que resultou em um documento com assinaturas dos vereadores repudiando o comportamento da empresa que geria o serviço na UPA e no Hospital Regional, que era a Medicando. Inclusive, o presidente desta Casa há época, que hoje é prefeito interino, também repudiou o comportamento. Também se posicionou contra. Agora, magicamente, a empresa tem o contrato renovado”, pontuou.  
 
Pagani prosseguiu com a sua argumentação: “Agora, eu quero entender qual foi o passe de mágica. Qual foi o incentivo. O que aconteceu neste meio caminho de lá até aqui, que a empresa que prestou um desserviço durante mais de um ano, de repente, quando há a oportunidade de contratar uma nova empresa, é contratada a mesma empresa. Inclusive por aquele que nesta tribuna e neste parlamento, foi contra e motivou a criação de um documento pedindo que não fosse feito o aditivo ao contrato da empresa médica”.
 
O vereador defendeu que seja feita uma investigação do que está acontecendo. “Então, é necessário ser feita uma investigação, porque a gente consegue sentir o cheiro podre no meio de muitas coisas que aconteceram nos últimos 60 dias. Inclusive há diversas denúncias no Ministério Público, notificações do Tribunal de Contas que vêm chegando nessa Casa de Leis sobre comportamentos inadequados do atual chefe do Poder Executivo. Isso não é novidade pra ninguém”, apontou.
 
Pagani concluiu reafirmando a necessidade de uma apuração para que se busque entender como que, uma forma repentina, aquilo que era muito ruim, do nada, ficou bom. “Nós vamos olhar o processo administrativo e tentar entender qual foi a mágica que foi feita”.