É justamente essa “tomada do hospital no sopetão” que preocupa o prefeito
Por telefone, o FOLHA DO SUL ON LINE conversou, na tarde desta sexta-feira, 3, com o prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), que falou sobre a “invasão” do Hospital Regional, por uma nova Organização Social chamada pelo Governo de Rondônia para substituir a Santa Casa de Chavantes, que comanda a unidade há quatro anos.
“Sem aviso prévio e sem força de trabalho ou estratégia para transição, Governo manda Santa Casa abandonar hospital regional” teria dito Flori, que ao FOLHA DO SUL ON LINE, garantiu que não vai entregar o hospital sem uma definição clara e formal sobre a nova gestão.
O mandatário vilhenense disse que o documento apresentado pela OS chamada sem licitação para assumir o HRV “é uma prova que deveria levar à prisão quem o assinou, já que significa pena de morte para pacientes na UTI e em casos graves dentro do hospital”.
Flori explicou que a nova entidade, cujo nome sequer foi divulgado, que quer “abocanhar” o serviço prestado pela Santa Casa, chegou com cerca de 30 pessoas e quer assumir um complexo de saúde onde estão 400 funcionários da própria Chavantes e outros 300 servidores do município.
Pela proposta de transição que teria sido apresentada pelo Governo de Rondônia, a Chavantes deveria ter sido comunicada desta decisão da Secretaria de Estado da Saúde com uma antecedência de 60 dias.
E é justamente essa “tomada do hospital no sopetão” que preocupa o prefeito, pois a nova gestora, além da falta de pessoal, não estaria plenamente bem informada sobre compras, estoques e outros detalhes da rotina da unidade, onde há várias pessoas internadas, algumas na UTI e em estado grave.
CASO DE POLÍCIA
Com a ocupação do hospital, a Chavantes teria tentado convencer a nova gestora a sair do local, para não atrapalhar o serviço, mas todos permaneceram nos corredores e em demais instalações, insistindo que a mudança é legal, mesmo sem aval do prefeito e do secretário de Saúde, Wagner Borges.
A Polícia Militar foi acionada duas vezes para retirar os ocupantes do hospital, mas até agora o impasse permanece. Diante do risco de morte de pacientes, o caso deve ir parar na justiça.
CLIQUE AQUI e leia na íntegra o documento de 2 laudas, assinado pelo secretário de Estado da Saúde em Rondônia, Edilton Oliveira dos Santos, no qual ele estabelece critérios para a mudança.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 03 de Julho de 2026, às 16:28