Na sessão da Câmara de Vereadores de Vilhena, realizada na manhã desta terça-feira, 20, e que durou apenas alguns minutos, um grupo de professores da rede municipal, que estão em greve, esperava contar com o apoio dos parlamentares à paralisação. Nenhum edil, no entanto, se mostrou disposto a receber o grupo, que estava nas galerias da Câmara. Só depois que os educadores, acompanhados de outros servidores, se manifestaram vaiando os edis, eles aceitaram conversar com os manifestantes.
Em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, as professores Edna Will, Edinólia Luiz e Marlei Macedo, que atuam na escola Ivete Brustolin, disseram que a greve da categoria não visa apenas salários, mas principalmente, condições de trabalho. “Pela legislação, cada sala deveria ter apenas 25 alunos, mas há casos em que existem até 40 estudantes”, disse Edna.
As educadoras classificaram como um “ato de covardia” a atitude dos vereadores de ignorar o movimento grevista, já que a paralisação afeta toda a sociedade. Elas disseram que, por enquanto, como ainda estão negociando suas reinvindições, não há atos de protestos. Mas garantem que, caso não haja acordo com a prefeitura, os servidores municipais, não apenas da educação, irão para as ruas com faixas e cartazes para mostrar a indignação da classe.