Um dos primeiros atingidos pela “Lei da Ficha Limpa”, aprovada pelos vereadores de Vilhena há duas semanas é o jornalista Ribamar Araújo, que atualmente é assessor da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), Pasta comandada pela primeira-dama Lizangela Rover. A ironia é que a nova legislação, que impede a permanência de servidores condenados por decisões colegiadas no serviço municipal é de autoria do vereador Júnior Donadon (PMDB), primo do ex-prefeito Melki Donadon (PTB), personagem que pode levar Ribamar à perda da função.
O jornalista, que chegou a fazer parte da equipe de Melki, denunciou o ex-prefeito por ter investido recursos públicos num jornal que falava das obras de sua gestão. O material foi distribuído em várias cidades do Estado pelo próprio Ribamar, que usou inclusive um veículo da prefeitura nos deslocamentos.
Por desentendimentos com Donadon, o comunicador o denunciou no Ministério Público e deu testemunho sobre a ilegalidade. O caso foi parar na justiça e, tanto o denunciante quanto o denunciado foram condenados por improbidade administrativa. Melki até hoje não pode disputar eleições por conta da sentença e Ribamar, que era candidato a vereador no ano passado, teve que renunciar à empreitada pelo mesmo motivo.
O site tentou entrevistar o jornalista sobre o tema, mas ele disse que não daria entrevista sobre o assunto, mas prometeu comentar o caso após a publicação deste texto. O FOLHA DO SUL ON LINE vai insistir, mais uma vez, para que ele se pronuncie.