O ódio que o senador Valdir Raupp, presidente nacional do PMDB, dedica publicamente ao ex-prefeito Melki Donadon (PTB) parece que não é extensivo ao vereador Júnior Donadon (PMDB), futuro presidente da Câmara no biênio 2015/2016 e primo do petebista.
Os desacertos entre Melki e Raupp tiveram início no longínquo ano de 1998, quando o então governador concorria à reeleição e Donadon atravessou a vitória dada como certa, disputando também o Palácio Getúlio Vargas. O então senador José Bianco aproveitou o racha entre os dois e venceu o pleito improvável.
Já a relação com Júnior é tão próxima que o senador recentemente sondou o jovem parlamentar sobre a possibilidade de ele concorrer a deputado federal, aproveitando o provável vácuo a ser deixado por Natan (PMDB), também primo do vereador.
Candidato declarado a prefeito em 2016, Júnior, porém, terá que se equilibrar entre os dois inimigos. Sem Raupp, não consegue sequer passar na convenção, o primeiro passo para disputar a eleição com jeito de barbada. Sem Melki, que apesar dos tropeços eleitorais recentes, ainda é uma das lideranças mais expressivas do Cone Sul, não tem forças para montar um grupo político forte. O aspirante a mandatário está numa posição delicada: não pode sacrificar o carneiro, nem deixar a onça morrer de fome.