Conforme o FOLHA DO SUL ON LINE tinha previsto, uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que proibiu um candidato a deputado federal de usar o sobrenome “Bolsonaro” em campanha, respingou em Rondônia, onde um postulante ao Senado também tentava “colar” no ex-presidente (ENTENDA AQUI).


Ontem, o TRE de Rondônia decidiu, por unanimidade, que o administrador Bruno Scheid, que tem base eleitoral em Ji-Paraná, não poderá usar o sobrenome do ex-presidente (de quem é amigo, mas não parente) em sua campanha para senador este ano pelo PL.


Embora tenha deferido a candidatura de Scheid, a Justiça Eleitoral de Rondônia determinou que ele use o próprio sobrenome, e não o do ex-presidente. Relatora do caso, juíza federal Sandra Maria Correia da Silva fundamentou a decisão na ausência de notoriedade pública.


Segundo o entendimento do TRE/RO, publicado pelo site Painel Político, o candidato pretende se apropriar eleitoralmente do sobrenome do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não é "notoriamente conhecido" como Bolsonaro perante o eleitorado rondoniense.


Embora o candidato possa recorrer ao TSE, a decisão da Corte rondoniense pode obrigá-lo a substituir os adesivos e outros materiais de campanha, nos quais ele se apresenta ao eleitorado como “Bruno Bolsonaro Scheid”.