Advogado que alega também ter sido vítima assina a peça protocolada na justiça
 
Enganou-se quem imaginava que iria arrefecer em algum momento a queda de braço entre o prefeito interino de Vilhena, Ronildo Macedo, e o presidente da Câmara de Vereadores, Samir Ali. Ambos são do Podemos e eram aliados até pouco tempo atrás.
 
A relação entre os dois jovens políticos já havia começado a azedar no início do mês, quando eles “se pegaram” no gabinete onde Macedo despacha na condição de prefeito-temporário (VEJA AQUI).
 
Nos bastidores da política local, os comentários são de que o desentendimento é motivado pelo interesse de ambos em disputar a eleição suplementar para prefeito, marcada para o dia 30 de outubro.
 
A antiga relação de amizade entre Macedo e Ali degringolou de vez pouco tempo depois, quando eles voltaram a protagonizar um novo confronto físico em público, tendo alunos de uma escola pública como testemunhas (CONFIRA AQUI).
 
TÁ NA JUSTIÇA
Samir e o advogado Adenilson Magalhães, servidor comissionado da Câmara, protocolaram uma queixa-crime contra o prefeito, e pediram medida protetiva contra ele. O juiz já despachou no processo, pedindo a manifestação do Ministério Público.
 
Na peça, à qual o FOLHA DO SUL ON LINE teve acesso, Samir, que tentava minimizar as brigas, alegou com todas as letras, ter tomado tapas na cara e recebido ameaças de morte feitas por Macedo.
 
Se a medida cautelar for concedida, estará criada uma situação inusitada na política de Vilhena: o vereador e o prefeito, que trabalhavam diariamente a cerca de 300 metros um do outro, terão que arrumar um jeito de se afastarem um pouco mais. Esta é a distância pedida na ação, que é até menor que a que separa a Câmara de Vereadores do Paço Municipal.
 
 
QUEBRA DE DECORO
Samir, que comandou a sessão na qual tentava aprovar uma Comissão Processante que investigaria e poderia afastar o prefeito do cargo, viu a medida ser rejeitada, mas já está preparando uma nova investida contra o adversário: ele deve apresentar, na semana que vem, um pedido para que Macedo seja investigado por quebra de decoro parlamentar, alegando ter sido vítima da violência física dele. Neste caso, o denunciado será investigado na condição de vereador, caso o pedido seja aceito por maioria simples do plenário..
 
CLIQUE AQUI, leia na íntegra e veja os detalhes apresentados na queixa-crime.