Entrevistados criticaram termos usados para descrever ação em Colorado do Oeste
 
Após estacionarem um caminhão na porta do FOLHA DO SUL ON LINE, um grupo de manifestantes entrou na redação, a convite do site, para contestar uma reportagem publicada no sábado, 17, sobre as prisões realizadas em uma ação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público na cidade de Colorado do Oeste.
 
Na entrevista, os manifestantes repetiram o que haviam dito em público: alegaram que a notícia veiculada foi “parcial” e que usou termos ofensivos contra pessoas de bem. “Estão tratando pessoas que trabalham e geram empregos como bandidos. Fizeram acusações absurdas”, disse um deles.
 
O texto criticado, e que levou à manifestação em frente o site foi enviado à redação pela assessoria de imprensa da Polícia Federal, que também encaminhou imagens da operação, durante a qual foram cumpridos os mandados judiciais (Entenda Aqui).
 
Os entrevistados rebateram os termos usados no material institucional da PF e esclareceram que a grande maioria dos que participam das manifestações são pessoas trabalhadoras, honestas, comerciantes e pais de famílias, que reivindicam maior transparência no processo eleitoral. Os visitantes também cobraram respeito à Constituição.
 
O grupo ainda demonstrou indignação contra “todas as decisões arbitrárias, ilegais e inconstitucionais emanadas do TSE e do STF” e contra os abusos cometidos pela Polícia Federal no cumprimento destas ordens, inclusive na ação recente em Colorado do Oeste.
 
Após estarem cientes de que o material não era do site, e sim da própria PF, os entrevistados mantiveram a opinião de que se tratava de uma arbitrariedade, já que, segundo eles, o processo contra os coloradenses corre em segredo de justiça e detalhes sobre a investigação não poderiam ter sido divulgados.
 
“Mostrar as casas de investigados numa cidade tão pequena, mesmo que não citem os nomes deles é outro absurdo desta operação”, finalizaram.