Acompanhado de uma multidão, o ex-prefeito Melki Donadon (PTB) deu entrada, na tarde desta sexta-feira, 31 de agosto, no Fórum Eleitoral de Vilhena, ao pedido de registro de sua candidatura. Ele entra no lugar do advogado César Stefanes, que havia sido escolhido para concorrer a prefeito por quatro partidos: PTB, PMDB, PSL e PSDC.
Demonstrando a animação de sempre (repetiu várias vezes o bordão “vamos que vamos”, que o consagrou na política) e disse que não teme as dificuldades. “Para mim, nada é fácil. Mas vou encarar mais essa dificuldade”, disse, em rápida conversa com o FOLHA DO SUL ON LINE, que acompanhou sua ida ao Cartório Eleitoral.
Sobre os motivos que o levaram a enfrentar uma disputa tão dura e cujas chances de sucesso na justiça são quase nulas, o ex-prefeito disparou: “Estou aqui porque o povo pediu”.
César Stefanes, que renunciou para ceder a vaga a Melki, justificou o gesto: “Eu era candidato do grupo e estava à disposição para que os companheiros decidissem”, disse, acrescentando que não se sentiu diminuído com a mudança. “Agora o nosso grupo virá com mais força”.
E AGORA? – Se não houver nenhuma falha na documentação, o pedido de registro de Melki começa a ser analisado. O Ministério Público tem 72 horas para pedir sua impugnação, mas é quase certo que a decisão demore pelo menos mais uma semana. Mesmo em caso de condenação, ele pode continuar a fazer sua campanha, enquanto recorre ao TRE.
E SE VENCER? – Em caso de vitória de Melki e de manutenção de sua impugnação, mesmo após a contagem dos votos, o que vai definir como fica o quadro político local é o percentual atingido por ele: se sua votação for de 50% válidos, mais um, a eleição é anulada e uma outra é marcada. Vitória por menos que esse percentual dá a vaga ao segundo colocado.
Uma questão que ainda não foi decidida é se o nome de Melki e sua foto vão para as urnas eletrônicas, que serão lacradas neste fim de semana.
Fotos
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
FS
Publicado em 31 de Agosto de 2012, às 18:15