Gestante obteve liminar para conseguir transporte aéreo até hospital da capital
Por telefone, o marido da bacharel em Direito de Colorado do Oeste, que foi transferida de avião de Vilhena para Porto Velho, após uma batalha na justiça, informou ao FOLHA DO SUL ON LINE que a criança não resistiu e faleceu na tarde desta segunda-feira, 02 (ENTENDA O CASO).
A recém-nascida, que se chamava Isabelly, nasceu na última quarta-feira, 27, após 26 semanas e 06 dias de gestação. O parto foi feito no Hospital de Base (FOTO), em Porto Velho, e a pequena paciente precisou ser transferida para a UTI neonatal da unidade de saúde.
Ao falar da perda, o morador de Colorado do Oeste, pai da menina, desabafou contra o sistema de saúde daquela cidade e prometeu mobilizar a população para pressionar os vereadores e cobrar melhorias no setor. “Se a gente precisar de um raio-x, tem que ir até Cabixi, que é um município muito menor”, disparou.
O pai também acusa o médico e a enfermeira que atenderam sua esposa de negligência: “eles fizeram o toque nela, viram que havia algo errado e simplesmente a mandaram para casa, sem fazer sequer uma recomendação”.
Temendo pela vida da gestante e da bebê, o denunciante correu para Cerejeiras, onde pagou por um ultrassom na rede particular, já que o mesmo exame demoraria vários dias em Colorado.
Após perceber que o parto da esposa era de risco, o pai da bebê a trouxe para Vilhena, onde a família enfrentou a luta para garantir transporte aéreo para a gestante até Porto Velho.
“É uma vergonha a saúde de Colorado do Oeste, e mais vergonhoso ainda é o comportamento do prefeito e dos vereadores, que não fazem nada para mudar isso”, finalizou o entrevistado, que preferiu não se identificar.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 02 de Maio de 2022, às 16:42