Paciente deu entrada na UPA e médica negou transferência para o Hospital Regional
 
Nesta semana o motorista Adeilde Gonçalves Lucena, de 63 anos, procurou a redação do FOLHA DO SUL ON LINE para denunciar uma situação que vem se arrastando há anos.
 
Adeilde e uma sobrinha dele, assim como muitos outros vilhenenses, estão na fila aguardando a realização de uma cirurgia eletiva. No caso do motorista e da sobrinha, a cirurgia aguardada é para a retirada da vesícula biliar.
 
“Eu aguardo há mais de 3 anos pelo agendamento desta cirurgia. Já fiz diversos exames e até agora não conseguiu o agendamento”, contou Adeilde, revelando que o caso mais grave é o da sobrinha, que tem sofrido com crises de cólicas.
 
“A minha situação é menos grave, embora seja imperativo que faça a cirurgia, mas a situação pior é a da minha sobrinha, que tem se agravado. Inclusive no último sábado ela precisou ser levada por duas vezes à UPA por causa das dores intensas”.
 
O motorista contou que na segunda passagem da sobrinha pela UPA, ela ficou das 20 horas do sábado até por volta das 2 horas da madrugada do domingo. Adeildo disse que a família tentou com a médica a transferência da sobrinha para o Hospital Regional, acreditando que a internação dela naquela unidade, diante das constantes crises que ela vem tendo, facilitasse a cirurgia.
 
“Mas, não transferiram ela nem com reza braba. Só aplicaram medicamento na veia contra a dor e mandaram de volta para casa. Ela (a médica) disse que o procedimento adotado na UPA é de só transferir em caso, acredito que pelo que ela falou, de haver perigo de morte”, relatou o motorista que afirmou ter aconselhado a sobrinha a procurar o Ministério Público.