Cidade chegou a registrar quase 2 mil nascimentos em 2019 e agora número caiu para 1,5 mil
Dados levantados pela Folha do Sul junto à Arpen (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais) mostram que Vilhena está crescendo naturalmente em ritmo mais lento. De 2019 a 2023 o número de nascimentos na cidade caiu 21%, bem acima da média estadual que também registrou queda, porém de 15,5%. Ainda assim, o município ainda tem mais nascimentos proporcionalmente à população que a média estadual.
Conforme as informações lançadas no portal de informações públicas do registro civil, Vilhena apresentou aumento no número de nascimentos entre 2015 e 2019, saindo de 1.791 para 1.953 novos bebês na cidade neste período. No advento da pandemia de covid-19, em 2020, os casais optaram por ter menos filhos. Os nascimentos caíram para 1.652 naquele ano e se mantiveram baixos, em 1.697 no ano seguinte. Porém, em 2022 e 2023 a tendência de queda continuou: foram 1.657 e 1.542 nascimentos nesses anos, respectivamente.
Com 2023 fechando como o ano que apresentou menos nascimentos dos últimos nove anos, a Folha também comparou a taxa de nascimentos em relação à população. Por aqui nasceram 16,1 bebês a cada mil habitantes em 2023, enquanto na média estadual foram 15,2. Ambos tiveram queda de um ponto em relação a 2022.
A média estadual de nascimentos também demonstra curva semelhante à do município. De 2015 a 2019 houve incremento, com queda na pandemia. A diminuição, entretanto, foi menor em Rondônia do que em Vilhena. Em 2023 a queda foi de 5,7% no Estado, contra 6,9% em Vilhena, ao passo que em 2022 a queda estadual foi 1,6%, enquanto no Portal da Amazônia foi de 2,4%.
No histórico geral desde que os dados começaram a ser compilados pela Arpen, Vilhena registrou 15.734 nascimentos e um total de 4.997 mortes, de todas as causas. Quase significa dizer que para cada três pessoas que nascem na cidade, uma morre.
Se mantida a tendência de mortes e nascimentos dos últimos nove anos, em 32 anos, em 2056, no que depender do crescimento natural, a população da cidade começará a diminuir, sem considerar a imigração para o município.
Fotos
Autor:
Herbert Weil
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 11 de Janeiro de 2024, às 08:36