Imóvel cedido por empresário deverá abrigar “lavanderia provisória”
Em entrevista coletiva concedida na tarde desta quinta-feira, 23, na Câmara de Vereadores de Vilhena, o prefeito Delegado Flori (Podemos) confirmou que vai revogar o decreto assinado por ele e usado como argumento para ocupar um hospital particular na cidade. A ação do mandatário foi barrada na justiça.
Flori explicou que, ao pedir à justiça a reconsideração da decisão que suspendeu os efeitos do decreto, quis apenas expor sua versão sobre os fatos apresentados contra ele no Mandado de Segurança, impetrado pelo advogado que representa a entidade que construiu o hospital privado, e que seria usado para abrigar pacientes do Regional, parcialmente interditado pela Agevisa (ENTENDA AQUI).
O prefeito disse que, com o valor de R$ 1 milhão doado pela cooperativa Sicoob Credisul, as reformas na unidade interditada começarão a ser feitas. A lavanderia do HR, interditada completamente, deverá se mudar para outro local até que a reforma seja concluída. Existem máquinas de lavar industriais e um gerador (todos novos) parados, pois não podem ser usados no local em virtude da incapacidade das instalações elétricas da lavanderia, que não suportariam os equipamentos funcionando.
Flori admitiu que um imóvel cedido pelo empresário Moacir Crocetta, onde funcionava uma transportadora, e que fica a poucos metros do hospital, poderá abrigar a lavanderia provisória. Mas será preciso limpar e fazer adaptações no prédio.
O mandatário disse que, como não será necessário fazer licitação, já que todo o material para as obras (que incluem outros setores do Regional, e não apenas a lavanderia) será comprado pela própria instituição doadora, os serviços serão mais ágeis, mas não estipulou prazo para concluir a empreitada. Uma empresa do segmento de construção civil entrará com a mão de obra. O prefeito admite, no entanto, que o município deverá entrar com mais recursos para bancar os serviços que deverão sanar os problemas mais graves apontados na unidade de saúde.
Sobre a contratação emergencial da Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, principal alvo de críticas e contestada inclusive na justiça, Flori citou uma série de problemas que só poderiam ser enfrentados por uma entidade com experiência em gestão hospitalar.
O líder vilhenense argumentou, no entanto, que a nova empresa irá atuar para resolver os problemas apenas durante a vigência do “estado de emergência na saúde”, decretado por ele mesmo. Após esse período, uma outra entidade, escolhida em licitação, assumirá apenas a UPA e o Hospital Regional, voltando todas as outras unidades, inclusive os postinhos, para o controle da prefeitura.
VITÓRIA NA JUSTIÇA
Flori revelou, durante a entrevista, que a justiça de Vilhena arquivou uma ação que pedia a suspensão do contrato da prefeitura com a Santa Casa. A Ação Civil Pública foi movida pelo representante do Conselho Regional de Enfermagem (COREN) em Rondônia, Manoel Carlos Neri da Silva.
Ao julgar o pedido, a magistrada entendeu que a contratação está amparada pelo decreto de Flori, estabelecendo emergência na Saúde de Vilhena (CLIQUE AQUI e leia decisão datada do dia 17 de fevereiro).
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 23 de Fevereiro de 2023, às 18:40