Presidente do Legislativo acusou o prefeito de ser ditador e de perseguir aqueles que ele acreditar ser adversário
Os trabalhos legislativos da Câmara Municipal de Vilhena começaram hoje, terça-feira 08, com a realização da primeira sessão ordinária do ano. Com poucas matérias na pauta, a sessão teve a eleição dos novos membros das comissões permanentes e muitas críticas a prefeito Eduardo Japonês (PV) e a sua administração.
O vereador Pedrinho Sanches (Avente) fez um discurso pedindo a união entre os poderes Executivo e Legislativo. Mas, foi o único nessa linha mais apaziguadora. O presidente do Parlamento, vereador Ronildo Macedo (PV), disse não acreditar em união entre os poderes porque o prefeito não respeita o Legislativo.
Macedo foi ainda mais duro e disse que Vilhena vive um período de ditadura. Ele alegou que o chefe do Poder Executivo e alguns de seus secretários perseguem aqueles que eles acreditam ser adversários.
“O Executivo trata o Legislativo como se fosse nada. O vereador que ousar fazer um requerimento é visto como adversário político. Não posso ir numa secretaria municipal que parece que sou um leproso. Eles falam por aí que pedi portarias, mas quero que provem se alguma vez pedi alguma coisa”, disse o presidente.
A fala do presidente foi motivada também, pelo pedido do Executivo para a dilação do prazo, por 90 dias, para a resposta a um requerimento feito pelo próprio presidente e aprovado em dezembro de 2021. Apesar das críticas sobre o tema, o pedido foi aprovado.
A vereadora Viviane Repessold (PP) também não poupou críticas ao Executivo Municipal. Em sua fala sobre o PCCS dos servidores da educação, a vereadora afirmou que as ações do Executivo deixam os vereadores de mãos atadas e cobrou o aumento autorizado pelo Governo Federal. Repessold esclareceu que o projeto do PCCS dos servidores da educação não está na Câmara, ao contrário, segundo ela, do que fazem acreditar. E se o Executivo não envia o projeto para legislativo, os vereadores ficam de mãos atadas.
Durante a sessão, foi lida uma série de ofícios da Secretaria Municipal de Planejamento, informando que diversas emendas impositivas dos vereadores deixaram de ser pagas no ano passado.
Para o vereador Dhonatan Pagani (PSDB), que relembrou que neste mês de fevereiro completa um ano que ele aguarda resposta sobre as atas das reuniões do Comitê de enfrentamento à Covid, ao não pagar as emendas impositivas deixando de cumprir o orçamento, o prefeito comete ato de improbidade administrativa.
Por fim, mais dois requerimentos de autoria do vereador Ronildo Macedo (PV) foram aprovados, o 001/2022, que solicita informações sobre os superávits dos anos de 2020 e 2021 da COSIP – Contribuição para o Custeio a Iluminação Pública, bem como a aplicação do produto da arrecadação no decorrer de 2021; e o plano de investimentos de 2022.
Já o requerimento 02/2022 pede a tabela de projeção de receita do IPTU correspondente ao ano de 2022 e as respectivas causas que levaram à apuração dos dados a serem informados; solicita ainda a confirmação se o reajuste previsto no Decreto nº 54.540 de dezembro de 2021, está contemplado na projeção de receita correspondente ao ano fiscal de 2022.
Autor:
Rogério Perucci
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 08 de Fevereiro de 2022, às 15:02