“O desembargador reconheceu o estado de emergência dando razão aos pedidos que a Prefeitura de Vilhena havia feito”
 
O prefeito Delegado Flori (Podemos) reuniu a imprensa em seu gabinete no Palácio dos Parecis na tarde desta sexta-feira, 30, para um pronunciamento visando esclarecer acerca da informação de que o Hospital Regional de Vilhena estaria proibido pela Justiça de receber novas internações. O mandatário assegurou que a unidade de saúde está de portas abertas e atendendo normalmente a população. 
 
Conforme o prefeito, a decisão judicial publicada ontem diz respeito à apelação feita pela Prefeitura de Vilhena em fevereiro deste ano, quando houve a decisão de interdição, pela Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), da lavanderia do HR.
 
“Quando houve a interdição da lavanderia pela Agevisa, o que poderia acarretar no fechamento do hospital por inteiro, de forma rápida a prefeitura entrou na justiça para tentar reabrir a lavanderia, o que foi negado na Justiça em 1º grau; e também na Justiça em 2º grau pelo desembargador de plantão”, afirmou o prefeito, que relembrou que precisou tomar, na época, uma atitude extrema, mas no entender dele, necessária: arranjar um local para que a lavanderia funcionasse e o local encontrado foi o hospital que estava para ser entregue pela Unimed, o que gerou uma grande celeuma na cidade.
 
Flori explicou que cerca de dez dias após a decisão monocrática do desembargador de plantão, o titular retomou a análise dos pedidos da Prefeitura, reconheceu o estado calamitoso da saúde, determinou que o prefeito fizesse as modificações na lavanderia e avalizou a possibilidade da suspensão de novas internações.
 
“O desembargador reconheceu o estado de emergência dando razão aos pedidos que a Prefeitura de Vilhena havia feito. No entanto, quando a justiça chegou com esse reconhecimento já havia sido feito o acordo com o Sicoob, que aportou investimento na lavagem externa e o começo da reforma da lavanderia dentro do hospital”, apontou Flori, que fez questão de ressaltar: “eu gostaria de deixar muito claro que essa decisão que foi dada hoje, e que foi reproduzida por um jornal, ela confirma os 30 dias daquele passado, de fevereiro; não são 30 dias novos. Acontece que o órgão de imprensa, lamentavelmente, violando o principal princípio do jornalismo, que é perguntar para outra parte o que está ocorrendo, difundiu no Cone Sul e no Estado de Rondônia, que o Hospital Regional de Vilhena não estaria recebendo novos pacientes. O que é uma inverdade. Está recebendo, sim!”
 
Reforçando que o Hospital Regional de Vilhena opera normalmente, Flori finalizou o pronunciamento pedindo a colaboração da imprensa para tranquilizar a população.