“Sei que as famílias vilhenenses estão aflitas, temendo a violência neste momento em que há grande tensão em todo o país”
Muito antes da tragédia de Blumenau (SC), onde quatro crianças foram mortas a golpes de machadinha por um terrorista que invadiu uma creche, o prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), havia se reunido com o vereador Sargento Damassa (PROS), policial militar da reserva, e o comando da PM na cidade e no Estado, para discutir formas de reforçar a segurança nas escolas do município.
Assustados com o violento episódio no Sul do país e outros casos recentes de ataques contra estabelecimentos de ensino, os pais de alunos vilhenenses, movidos também pela grande quantidade de ameaças (a maioria falsa, até agora) nas redes sociais, onde novos ataques são anunciados, passaram a se mobilizar para evitar chacinas.
Em grupos no WhatsApp, medidas como a contratação de seguranças armados e detectores de metais nos colégios, são algumas das sugestões dadas nestes momentos de apreensão. Há, inclusive, famílias que ameaçam não deixar os filhos irem às aulas no próximo dia 20, temendo os rumores disseminados através da internet sobre supostos ataques na cidade.
O prefeito vilhenense diz que entende o receio dos pais, e informa que está buscando alternativas para manter a tranquilidade nas 29 escolas da rede municipal. Uma dessas medidas é aderir a uma lei estadual que permite aos municípios “comprar” as horas de folga de policiais militares da ativa, e essa foi a tônica da reunião com o vereador e a cúpula da PM de Rondônia.
O preço projetado para o serviço é salgado: usando a mão de obra de apenas seis policiais, o município gastará R$ 600 mil por ano. “Eu sei que a vida de uma criança não tem preço, mas eu preciso ter os recursos para isso. Vou buscar junto ao Governo do Estado e a União, as verbas necessárias para complementar o que falta ao município e efetivar essas contratações”.
A ideia é chamar pelo menos 10 PMs com experiência (e neste caso o valor pode chegar a R$ 1 milhão por ano) e montar uma central, na qual parte do efetivo ficará monitorando as escolas, enquanto o restante faz patrulhamento nos estabelecimentos. Em casos de violência, todo o contingente estará preparado para uma ação rápida.
“Sei que as famílias vilhenenses estão aflitas, temendo a violência neste momento em que há grande tensão em todo o país, e vamos fazer o possível para garantir a segurança das nossas crianças. Temos limitações financeiras e orçamentárias, mas iremos buscar parcerias para implementar algumas ações. Aliado a isso, faremos companhas de conscientização e de prevenção”, argumentou o prefeito.
Flori anunciou que também está marcada uma reunião com todos as forças policiais, promotoria, vereadores e outros interessados para estudar outras formas de atacar o problema.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 11 de Abril de 2023, às 17:57