Durante a marcha dos prefeitos, realizada em Brasília, no mês passado, seis dos sete administradores dos municípios do Cone Sul se reuniram no restaurante Mangai, um dos mais tradicionais da capital da República. No cardápio, além da boa comida nordestina servida no estabelecimento, os alcaides trataram de uma questão apetitosa para todos eles: as eleições do ano que vem.
O grupo decidiu formar um “frentão” suprapartidário para eleger um deputado federal na região, a fim de suprir a carência deixada por Natan Donadon (sem partido), que teve o mandato cassado e será substituído pelo ex-senador Amir Lando (PMDB). Mesmo possuindo fazenda em Corumbiara, o novo parlamentar não tem o mesmo pique que o antecessor e tende a deixar “órfão” o Cone Sul.
Outra resolução do grupo, formado por Anedino Pereira (PP-Colorado), Izael Moreira (PTB-Cabixi), Vanderlei Palhari (PMDB-Chupinguaia), Deocleciano Dizal (PTB-Corumbiara), Airton Gomes (PP-Cerejeiras) e João Miranda (PSDB-Pimenteiras): está descartado o apoio à primeira-dama de Vilhena, Lizangela Rover (PP). O veto à esposa do prefeito Zé Rover (PP), que não confirmou se vai mesmo concorrer a deputada federal, teve o aval dos dois prefeitos que são correligionários dela na legenda progressista.
O FOLHA DO SUL ON LINE apurou o motivo do boicote à beldade vilhenense: segundo os integrantes do “frentão”, Zé Rover nunca buscou integração com os colegas, tentando sempre agir sozinho. Um dos prefeitos chegou a lembrar que, quando o coloradense Anedino tentou disputar a presidência da Associação Rondoniense dos Municípios (Arom), o vilhenense não lhe deu apoio e prejudicou sua eleição, que era dada como certa.