O prefeito de Vilhena diz não acreditar na possibilidade de o Estado “refugar” para assumir o hospital
 
Era para ter sido votado nesta semana, na sessão da Câmara de Vereadores de Vilhena, a proposta que autorizaria a prefeitura a doar, com encargos, ao Governo do Estado de Rondônia, o imóvel onde funciona atualmente o Hospital Regional Adamastor Teixeira de Oliveira (HRV), mas não houve quórum para a decisão.
 
Já repassada ao Estado, a maior unidade pública de saúde do Cone Sul de Rondônia atende pacientes de toda a região e também de municípios do Noroeste de Mato Grosso, e está no centro de uma disputa que já foi parar em dois tribunais (ENTENDA AQUI).
 
Ao explicar a entrega do imóvel, o prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), comentou: “É necessário. O hospital sendo deles, só podem investir, reformar e construir se o terreno for do próprio Estado. É como funciona sendo municipal: o município pode fazer porque é dele; o mesmo tende a ser com o Estado. É, portanto, só mais uma fase da transferência”.
 
A matéria deve voltar em breve à pauta da Câmara Municipal, e provavelmente será aprovada com facilidade. Mas, a queda de braço pelo controle do Hospital Regional segue sendo trava entre o município e o Estado, que ameaça cortar o repasse mensal milionário que faz para custear os serviços de saúde, que estão sendo prestados pela Santa Casa de Chavantes.
 
Após o veto da Justiça e do Tribunal de Contas, ainda não foram definidos os critérios para a escolha da Organização Social que irá substituir a atual. Existe, inclusive, a possibilidade de o procedimento só ser concluído ao final do atual governo estadual.
 
O prefeito de Vilhena diz não acreditar na possibilidade de o Estado “refugar” para assumir o hospital: “Já temos assinado um instrumento irretratável e irrevogável”, revela, ao apontar a garantia da transação que, se não for cumprida como está no papel, também pode ir parar na justiça.
 
O enorme terreno onde está instalado o HRV abriga também outras instituições ligadas à área da saúde, como o Laboratório Municipal, a UTI e o Instituto do Rim, além de uma unidade do Hospital de Câncer de Barretos, que mantém representação em Vilhena.