Instituto concorrente afirmou que irá recorrer da decisão de forma administrativa nos próximos dias
 
Praticamente “gabaritando” os critérios avaliados pela Prefeitura de Vilhena, a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes foi declarada vencedora na licitação que visa contratar empresa para gerir o Hospital Regional de Vilhena, Instituto do Rim e UPA 24h. A empresa recebeu nota 98 de 100 pontos possíveis, ganhando nota máxima em todos os quesitos, exceto um. Por sua vez, o Instituto Brasileiro de Políticas Públicas (Ibrapp), único concorrente, foi desclassificado pela Comissão de Licitação com base nas alegações da concorrente e recebeu nota de 81,5 pontos.
 
À redação do FOLHA DO SUL o Ibrapp garantiu que irá recorrer da decisão, de forma administrativa. A partir de hoje a empresa tem cinco dias para fazê-lo, conforme prevê o edital. O recurso será analisado pela própria comissão da Prefeitura, que deverá emitir novo parecer confirmando a vitória da Chavantes ou alterando sua decisão.
 
O documento expedido pela Prefeitura, com o resultado preliminar, explica que “Ainda, informou que a empresa Instituto Brasileiro de Políticas Públicas - IBRAPP, foi considerada desclassificada pelo descumprimento aos itens 10.8 e 10.9 do edital, bem como, em relação a pontuação diante da análise documental teve atribuída a nota 81,5 pontos”. O item 10.8. exige que “os custos indiretos/despesas operacionais poderão ser contabilizados, observando-se a legislação vigente que a regulamenta, limitando-se a 4,5% do valor de custeio” e o item 10.9 afirma que “será desclassificada a Proposta de Trabalho que apresentar despesas para custeio das atividades manifestamente inexequíveis”.
 
Por sua vez, a Santa Casa de Chavantes afirmou que pretende oferecer um bom serviço à cidade. “Nós cumprimos todos os requisitos do edital. Em contrapartida, o Ibrapp não. Eles vinham se apoiando em decisões judiciais, mas não cumpriram vários itens e, embora tenha havido a diferença de R$ 33 mil por mês, eles deixaram de fora muitos serviços importantes e básicos, como a contratação de máquinas para hemodiálise, que custam cerca de R$ 300 mil por mês. Reiteramos nosso compromisso com a sociedade, de fazer um bom trabalho na Saúde. Certamente as demandas serão superadas ainda mais durante esse novo contrato de seis meses”, asseguram.
 
Na ata oficial, constou ainda manifestação da presidente da comissão, Erica Pardo Dala Riva, emitindo “repúdio à manifestação quanto a informação acerca de direcionamento e desrespeito aos princípios basilares ao certame em apreço, consignando em ata o interesse posterior de requisição quanto a retratação por meio judicial tendo em vista a alegação não pautar-se na veracidade dos fatos, desrespeitando inclusive o trabalho desta comissão”.
 
Agora a Comissão deverá analisar o recurso da concorrente derrotada e emitir novo parecer na próxima semana, quando, então, será considerado o resultado final.
 
O contrato de R$ 48 milhões por seis meses pode ser renovado por até 5 anos. O prefeito, Flori Cordeiro de Miranda Junior, já manifestou interesse em manter o modelo de gestão enquanto estiver no poder, alegando sucesso no formato.