Primeira-dama de Porto Velho aparece em lista dos ricaços com mais de R$ 39 milhões
 
Ao listar, esta semana, os 50 candidatos mais ricos do Brasil, que estarão disputando diferentes tipos de cargos no pleito deste ano, o Portal Uol incluiu quatro rondonienses na relação, e o mais endinheirado deles tem um patrimônio declarado superior a R$ 345 milhões.
 
O FOLHA DO SUL ON LINE já havia publicado os nomes de dois milionários rondonienses que coincidentemente têm bases políticas e empresariais na mesma cidade: Rolim de Moura, berço de algumas das lideranças mais conhecidas do Estado. Até 2018, a pacata Rolim ostentava dois dos três senadores eleitos em Rondônia (CONFIRA AQUI).
 
Agora, a “lista de magnatas” inclui outros dois nomes: o do empresário João Gonçalves Filho, de Jaru, dono da rede de supermercados que leva seu sobrenome, com unidades em várias cidades, e a atual primeira-dama de Porto Velho, Ieda Chaves.
 
Candidato a segundo suplente de senador na chapa da deputada Mariana Carvalho (Republicanos), que tem o próprio pai, Aparício Carvalho, como reserva imediato, João Gonçalves declarou um patrimônio de exatos R$ 345.552.619,36.
 
Já Ieda Chaves, casada com o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), candidata a deputada estadual, declarou à Justiça Eleitoral que tem bens avaliados em mais de R$ 39 milhões.
 
QUEM É O RICAÇO DE RONDÔNIA
Apesar da vida discreta que sempre levou até o filho que leva seu nome entrar na política e se prefeito de Jaru, João Gonçalves é um homem conhecido e respeitado nos meios empresariais. Mineiro de Monte Belo que viveu parte da vida no Paraná, 78 anos, o patriarca de um dos clãs Gonçalves (o irmão, José Gonçalves, hoje fora do comércio, era seu sócio) construiu seu império mesmo tendo apenas o ensino fundamental. E incompleto.
 
Na internet, foi possível encontrar algumas informações importantes sobre o “Seu João”, que além de atuar no varejo (dois shoppings e várias lojas), também é dono de uma indústria poderosa em Jaru: o frigorífico Frigon, que exporta carnes para a Europa, a Ásia e vários países.
 
De acordo com o site Correio Central, o velho Gonçalves chegou em Rondônia em 1977 e abriu em Jaru o comércio modesto que, anos mais tarde resultaria no gigante varejista espalhado por todo o Estado. Hoje, as empresas do grupo empregam mais de 6 mil pessoas.
 
Diz a lenda que, ao desembarcar em Rondônia 45 anos atrás, o “minerin” não tinha sequer casa para morar. Agora, aparece em sétimo lugar na lista dos 50 milionários que estão tentando trocar a iniciativa privada pela vida pública.