O prefeito Zé Rover foi pego de surpresa com notícia sobre o Projeto de Lei número 3.902/2012, que trata de aumento de vencimentos dos secretários municipais, do vice e do prefeito de Vil hena. O atual chefe do executivo afirmou que irá vetar o Projeto na íntegra. Segundo ele, “o salário não está defasado e o Brasil está com dificuldades nas contas públicas. Dar aumento de salários agora é ser imprevidente, e eu não sou”.
A Câmara de Vereadores se reúne daqui a pouco para deliberar sobre o reajuste dos salários do primeiro escalão. Caso os parlamentares aprovem o aumento, o salário de Rover sobre de R$ 12 mil para R$ 18 mi, enquanto o do vice, Jacier Dias (PSC), vai de R$ 6 mil para R$ 9 mil. Os secretários municipais, que hoje ganham R$ 4,5 mil, ficam, pela proposta que está sendo analisada, com R$ 6 mil.
A apreciação e aprovação de aumento nos salários dos membros do primeiro escalão do executivo e do legislativo – municipal, estadual e federal – tem a praxis de ser votada no ano eleitoral em benefício dos futuros eleitos. Mas o prefeito Zé Rover se indignou com esta propositura em plena campanha eleitoral e antecipou, por telefone, visto que está em Curitiba (PR) nesta segunda feira, seu veto total.
Detalhando as razões da medida, ele disse que a decisão do veto já foi tomada, e espera sustentá-lo pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo ele, “um parágrafo do Artigo 21 proíbe, nos últimos 6 meses de mandato, tal proposta de Lei. A PGM vai me orientar amanhã e, seja por este artigo ou por puro bom senso, saibam todos que ela já nasceu vetada”.
De acordo com o prefeito Zé Rover, os funcionários municipais receberam aumentos significativos nos últimos anos, além da recomposição dos vencimentos, e alcançaram ganhos reais. “É claro que a prioridade deve ser o conjunto dos servidores, e não apenas um segmento”, disse o prefeito, voltando a mencionar os riscos de ampliar os gastos num momento em que o município pode ser atingido pelos reflexos de uma crise internacional. “Sei planejar, e aumentar gastos agora seria um ato contrário à economia e ao pensamento de nosso povo. Quem apresentou o Projeto que o justifique, ou retire. Assunto encerrado”, concluiu Rover.