Objetivo é melhorar o atendimento gastando menos; repasse será de mais de R$ 9 milhões por mês
 
Em visita ao FOLHA DO SUL ON LINE na manhã desta quarta-feira, 25, acompanhado do advogado Bartolomeu Alves, o secretário de Saúde de Vilhena, Richael Menezes Costa explicou o “estado de emergência” decretado ontem pelo prefeito Delegado Flori (Podemos). CLIQUE AQUI e entenda.
 
Com o decreto assinado pelo prefeito, foi possível repassar para a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, cidade de 12 mil habitantes do interior de São Paulo, toda a gestão da saúde municipal, que incluir o Hospital Regional, a UPA e as unidades básicas. A entidade já atua em 25 unidades de saúde paulistas e, segundo Richael, está em atividade há 100 anos.
 
Cerca de 30 profissionais da instituição, que foi contratada em regime emergencial por seis meses, já estão em Vilhena. Entre médicos de várias especialidades, enfermeiros, advogados e gestores, a equipe terá o desafio de desafogar as filas na rede municipal, já que atuará em casos de baixa, média e alta complexidades, incluindo a realização de diversos tipos de cirurgia.
 
A Santa Casa receberá mensalmente mais de R$ 9 milhões, mas Richael explica que esse valor inclui o pagamento de empresas médicas, de limpeza e outras, que prestam serviços ao município atualmente. A prefeitura já gastava o mesmo valor pelos serviços, que agora, segundo o secretário, serão melhor gerenciados pela Organização Social Sem Fins Lucrativos.
 
E OS OUTROS MUNICÍPIOS?
Havia o temor de que, com a medida, pacientes de outros municípios, inclusive de Mato Grosso, deixariam de receber atendimento médico em Vilhena, mas o titular da Semus esclarece: os gastos com pacientes de outras cidades serão cobrados das respectivas prefeituras que os enviam.
 
VAI SOBRAR DINHEIRO
No ano passado, mesmo com um orçamento de R$ 110 milhões, Vilhena gastou R$ 50 milhões a mais para fazer os atendimentos, e mesmo assim o serviço foi alvo frequente de críticas. A principal queixa: a falta de médicos para fazer determinadas cirurgias, o que obrigava a transferência de pacientes para Cacoal. A nova gestão promete resolver esse “gargalo” com o mesmo orçamento de R$ 110 milhões.
 
MAIS EFICIÊNCIA, MENOS GASTOS
Como o contrato emergencial com a Santa Casa prevê o pagamento por produção, os profissionais envolvidos no atendimento precisarão ser mais eficientes para dar conta da demanda.
 
Melhorando as ações e estancando desperdícios, a expectativa, tanto do município quanto da própria entidade filantrópica, é que todo o serviço seja executado com um gasto de R$ 60 milhões anuais. Os R$ 50 milhões que sobrarem voltarão para os cofres do município.
 
PRESSA
Richael admite que precisou agir rápido ao convencer o prefeito sobre a necessidade da medida, pois as ações do município em várias outras áreas ficariam comprometidas pelo “rombo” na Saúde, que deverá ser estancado com uma governança mais austera.
 
“Mas, em 90 dias os primeiros resultados já serão visíveis”, garante, lembrando que, enquanto vigora o contrato emergencial que garante o “choque de gestão”, uma licitação será preparada para que várias entidades sem fins lucrativos possam participar da concorrência que será aberta.
 
Richael produziu um relatório aprontando vários problemas na Saúde, o que motivou o prefeito a decretar o “estado de emergência” (CONFIRA AQUI, na íntegra).