O presidente da Secional da Ordem dos Advogados do Brasil em Rondônia, Andrey Cavalcante, acionou neste sábado a Comissão de Direitos Humanos da OAB para acompanhar o caso do dirigente partidário Herbert Linz, presidente do PHS no Estado, preso durante a Operação Apocalipse, desencadeada na última quinta-feira pela Polícia Civil, a mando do secretário de segurança, Marcelo Bessa, obedecendo ordem direta do governador Confúcio Moura (PMDB).
Herbert Lins , presidente do Partido Humanista Social, “partido do candidato a vice de Lindomar Garçon, Reinaldo Rosa”, foi preso, segundo o inquérito policial, porque “há indícios de que utiliza um veículo Gol preto comprado por Fernando Braga Serrão, o Fernando da Gata, que consta em nome de Pâmela, esposa de Railton (o qual por sua vez é primo de Beto). Durante a campanha de Lindomar Garçon, mantinha contato telefônico com Fernando acerca de compra de combustíveis”, Eis as razões, segundo a polícia, para a prisão de Herbert.
Íntimo do governador Confúcio Moura e do cunhado do governador, Francisco de Assis, Herbert Lins, que em 2010 foi suplente do ex-prefeito Melki Donadon (PTB), que concorria ao Senado, diz que tem muito a falar “sobre os esquemas de corrupção no Governo”, conforme um advogado que o visitou na cadeia.
Mas o ex-confidente do governador Confúcio Moura está com medo de morrer, de ser assassinado na prisão, por isso, desesperado, escreveu uma carta manuscrita do próprio punho e encaminhou à Comissão de Direitos Humanos da OAB.
Herbert Linz diz que tem medo de ser assassinado enquanto está preso “pela polícia do PMDB”.
Na carta, ele pede garantias de vida e promete contar tudo o que sabe sobre os esquemas de corrupção no Governo Confúcio.
Na sexta-feira, o presidente afastado da Assembleia Legislativa, José Hermínio Coelho (PSD), principal alvo do esquema arquitetado pelo Governo para comprometer alguns políticos que possam prejudicar a tentativa de Confúcio Moura de se reeleger, já havia denunciado um esquema de corrupção envolvendo Francisco de Assis e Cláudia Moura, cunhado e irmã do governador, respectivamente, que receberam depóstos em conta bancária no valor de R$ 1 milhão e 100 mil de empresários que queriam , em troca da propina, contratos com o Governo peemedebista.
Coincidentemente, a Operação Apocalipse foi desencadeada um dia após Hermínio entregar, pessoalmente, vários documentos comprometendo a família do governador e o prórpio Confúcio em esquema de corrupção. Os documentos foram entregues no Ministério Público de Rondônia.
Autor:
Da redação
Fonte:
Tudo Rondônia
Publicado em 07 de Julho de 2013, às 10:10